Fundação Estadual do Índio (FEI) terá nome alterado em conferência
Agora deverá se chamar Fundação Estadual dos Povos Indígenas
A exemplo da Funai, que alterou no novo governo federal a palavra “índio” por “povos indígenas”, a Fundação Estadual do Índio (FEI) deverá se chamar Fundação Estadual dos Povos Indígenas, adiantou o diretor-presidente da FEI, Sinésio Trovão. O anúncio oficial deve acontecer durante a Conferência Estadual das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas, que será realizado nos dias 17,18 e 19 em Manaus, com a presença da ministra da cultura, Margareth Menezes, e da ministra dos povos indígenas, Sônia Guajajara.
Apoio – Sinésio foi entrevistado no podcast Sim e Não, ontem, junto com a coordenadora da Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Apiam), Mariazinha Baré. A Apiam sugeriu a realização do evento. A FEI abraçou a ideia e está dando apoio logístico para que representantes de 66 povos indígenas, 12 federações e 48 associações do Amazonas estejam presentes nos dias de conferência.
Interferência – Na ocasião, Mariazinha fez uma crítica aos que fazem “interferência política” pela não nomeação dos indicados dos movimentos para cargos da Sesai e Funai no Amazonas. Segundo ela, alguns parlamentares que “vão contra o meio ambiente e povos indígenas” interferem nas decisões dos movimentos. Em outros Estados, as funções jã estão sendo ocupadas.
Acabou em pizza – Os deputados novatos Thiago Abrahim, Mário César FIlho, Daniel Almeida, Wanderley Monteiro , Mayra Dias , Dr. George Lins , Débora Menezes, Rozenha e Comandante Dan se reuniram, na última segunda-feira, para comer uma pizza em comemoração aos 70 dias de mandato. Nos stories, Abrahim escreveu que o grupo fará “dessa 20ª (legislatura) um marco na história do AM”.
Sugestões – O deputado estadual Thiago Abrahim (União Brasil) solicitou, por meio de requerimento, a instalação de detectores de metais, cercas elétricas e a contratação de segurança armada em todas as unidades escolares públicas do Estado do Amazonas.
Sugestões 2 – Já a deputada Joana Darc (UB) solicitou a suspensão das aulas durante 10 dias, para que haja ações emergências na segurança das escolas da rede pública do Estado. A sugestão é para prevenir ataques nas instituições, e resguardar a vida de alunos e funcionários da educação do Amazonas.
Psicólogos – Na oportunidade, Joana salientou a importância da aplicação da Lei Federal 13.935/2019, que autoriza a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas. Joana enviou requerimentos à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e à Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) para solicitar informações sobre a implementação da Lei.
Desigualdade – O senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou a desigualdade nas operações de empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberados para a região norte, em especial ao Amazonas. Em reunião extraordinária na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), o parlamentar destacou a importância de descentralizar o crédito das regiões sul e sudeste, que concentram boa parte dos recursos captados por meio do banco.
Desigualdade 2 – De acordo com último balanço anual do BNDES, referente a 2022, a região norte recebeu R$ 4 bilhões em operações de crédito, enquanto os Estados do nordeste receberam desembolsos que totalizaram R$ 13 bilhões. Mesmo somadas, as cifras das duas regiões (R$ 17 bilhões) não ultrapassam o valor desembolsado apenas para o sudeste, que recebeu R$ 38 bilhões.