Governo deve inaugurar diálogo
A participação dos parlamentares federais pelo Amazonas no planejamento das ações pró-Zona Franca de Manaus é fundamental para o processo de negociação a ser inaugurado com o Governo Federal. Uma negociação difícil e que não interesse ao núcleo duro do governo central se envolver com ela. Será um teste da capacidade de negociar do governo estadual e das forças que conseguir aliar, como parlamentares, empresariado setores trabalhistas e da sociedade civil.
O desafio do governo do Amazonas é reunir dados, novos, e reconfigurar os já de conhecimento da equipe econômica, formalizar um bom quadro de informações técnicas, aas também socioeconômicas e apresentar com firmeza aos interlocutores governamentais. O aperto a que a ZFM tende a ser submetida, caso não ocorram mudanças no atual cenário, representa imediatamente a sufocação da economia amazonense e desastre social em série.
Cabe ao governo estadual iniciar interlocução que consiga superar divergências e estabelecer pontos comuns ao conjunto dessas forças. Na reunião do dia 11 de janeiro, a sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), dois oito deputados federais metade participou do encontro convocado para discutir a situação do principal modelo de desenvolvimento do Amazonas. É importante que em novo encontro sobre essa pauta, todos os parlamentares possam participar a fim de que haja sintonia quanto aos pontos fundamentais do discurso que irão fazer na condição de representantes do Amazonas no Poder Legislativo nacional.
A equipe do governo estadual tem a tarefa de desenvolver esforços para elaborar bons documentos, aproximar as partes envolvidas com esse tema e garantir que os encontros aconteçam e sejam levados a sério, como pede o momento. Na fase da transição, alguns técnicos e pesquisadores foram acionados pelo governo de Wilson Lima para compor quadro de assessoria. Que estes, considerados profissionais respeitáveis, possam prosseguir suas atividades nessa tarefa de reapresentar a ZFM e a relação direta que tem com as condições econômicos e sociais do Amazonas, o porquê de a Zona Franca ter sido implantada e a responsabilidade assumida pelo governo federal quando, no passado, decidiu que esse tipo de agência seria a mais indicada para desenvolver o Amazonas e parte da Amazônia Ocidental. Não dá para esfacelar o modelo em nome de interesses de outras regiões do País.