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A Crítica
Opinião

Governos podem agir diante dos preços altos

Parcela significativa da população apresenta dificuldades para seguir a lista do que necessita comprar por falta de recurso financeiro para pagar a conta.

Publicado em 08/07/2025 às 08h39
Governos podem agir diante dos preços altos
Foto: Agência Brasil

Os órgãos de fiscalização dos preços de alimentos comercializados em redes de supermercados são convocados, mais uma vez, a se pronunciarem sobre os valores cobrados por itens da cesta alimentícia, de higiene pessoal e de casa. São valores que estão sendo mantidos em nível elevado e, com alguma frequência, no caso de alguns produtos, de qualidade discutível.

Há uma posição seguida pela maioria das lojas de redes de supermercados de seguir com a etiquetagem para cima na precificação dos alimentos, dos produtos de higiene pessoal e de limpeza de residencial. Parcela significativa da população apresenta dificuldades para seguir a lista do que necessita comprar por falta de recurso financeiro para pagar a conta.

O movimento de conferir o valor das compras e deixar produtos n caixa das lojas observado no ano passado voltou a se repetir nos dias atuais. Ao mesmo tempo, alguns produtos, como pimentão o pimentão, laranja, maça, ovo de galinha e café sofreram reajustes na comparação feita entre os preços exibidos nas gôndolas dos supermercados em período de 15 e 30 dias.

Outros produtos, com preços mais baixos, estão sendo colocados na lista de promoções porque estão muito próximo de vencer, inclusive pães. Se o consumidor não ficar atento poderá diante da necessidade de fazer economia adquirir alguns itens, entender que fez um bom negócio e, depois, descobrir ter sido lesado ou, pior, adoecer pela ingestão de alimentos vencidos e guardados por mais tempo em casa.

A fiscalização mais regular pode ajudar os consumidores a acessarem informações técnicas que irão ajudar a tomada de decisão mias adequada e possível no sentido de salvaguardar seus direitos e atender necessidades básicas. O painel resultante da fiscalização também poderá contribuir para que os governos estadual e municipal tomem iniciativas a fim de auxiliar os segmentos mais vulneráveis e mais atingidos pela longa duração da alta dos preços de alimentos e de produtos de limpeza.

Ações junto aos micros e pequenos agricultores e aos micros e pequenos fabricantes de material de limpeza visando aproximá-los cada vez mais dos segmentos que não possuem poder aquisitivo de compra nos supermercados podem responder positivamente em várias direções: movimenta os empreendedores de micro e pequeno portes, cria alternativa de compra aos mais vulneráveis e impacta a economia/ local/ estadual incrementando-a.