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Hidrogênio verde entra na rota do Amazonas

No dia 15 de setembro, o encontro do Amazonas será com “representantes de órgãos governamentais, do setor produtivo, do terceiro setor e da academia”. O relatório parcial deverá ser apresentaod em dezembro.

Publicado em 02/05/2023 às 09h46
Hidrogênio verde entra na rota do Amazonas
Foto: Agência Brasil

Manaus sediará, em setembro, uma audiência pública da Comissão Especial para Debate de Políticas Públicas sobre Hidrogênio Verde (CEHV), instalada pelo Senado em março. O plano de trabalho aprovado prevê um total de cinco audiências externas. No dia 15 de setembro, o encontro do Amazonas será com “representantes de órgãos governamentais, do setor produtivo, do terceiro setor e da academia”. O relatório parcial deverá ser apresentaod em dezembro. 

Fomento  –   A comissão, presidida por Cid Gomes (PDT-CE), tem o objetivo de fomentar o hidrogênio verde como fonte energética no Brasil. Produzido por meio energias renováveis, o hidrogênio verde é uma solução energética que tem ganhado espaço estratégico em governos e em empresas pelo mundo. 

Vantagens  –   O combustível  tem a possibilidade de descarbonizar a economia (reduzir a emissão de gás carbônico pelas atividades econômicas) com as vantagens de ter o hidrogênio como fonte de energia: ele possui alta densidade de energia, estabilidade, versatilidade e pode funcionar como armazenamento de energia — substituindo, por exemplo, as baterias, que apresentam dificuldades logísticas.

Na pauta  –  A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Seando deve analisar, amanhã, o projeto de lei que regulamenta a atividade de condução dos navios em segurança na entrada e na saída dos portos, conhecida como praticagem (PL 877/2022). De autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a proposta é relatada pelo senador Weverton (PDT-MA).

Em revisão  –   O senador Eduardo Braga (MDB-AM) havia pedido mais prazo para analisar o texto. O relator também ficou de revisar o parecer e avaliar as últimas sugestões dos parlamentares. Se aprovado na comissão e não houver recurso para votação em Plenário, o projeto segue direto para análise da Câmara.

‘Ameaça’   –  Para o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), o projeto é “grave ameaça” para a continuidade dos serviços de transporte fluvial de cargas na região, por tornar obrigatória a contratação de práticos para as embarcações nas hidrovias estaduais, “fator que poderá aumentar substancialmente o valor dos fretes em até 100% em alguns percursos”.

Custo  – O Sindarma aponta que, a depender do trajeto, a contratação pode representar um acrescimento de R$ 1 milhão no valor de cada “viagem”. A entidade diz que as transportadoras já possuem profissionais habilitados e capacitados em seus quadros para realizar a tarefa.

+Amazônia  –  O presidente do Parlamento Amazônico (Parlamaz), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu na semana passada, em Belém, a criação da Comissão da Amazônia no Senado, a exemplo do que foi já feito no início deste ano pela Câmara dos Deputados. “Temos uma proposição já encaminhada ao presidente do Senado”.

Preparação  –  A reunião do Parlamaz na capital paraense foi um evento preparatório para a Cúpula da Amazônia, que acontecerá na cidade no início de agosto com a participação dos presidentes dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), instituição a qual o Parlamaz é vinculado.