Hidrogênio verde entra na rota do Amazonas
No dia 15 de setembro, o encontro do Amazonas será com “representantes de órgãos governamentais, do setor produtivo, do terceiro setor e da academia”. O relatório parcial deverá ser apresentaod em dezembro.
Manaus sediará, em setembro, uma audiência pública da Comissão Especial para Debate de Políticas Públicas sobre Hidrogênio Verde (CEHV), instalada pelo Senado em março. O plano de trabalho aprovado prevê um total de cinco audiências externas. No dia 15 de setembro, o encontro do Amazonas será com “representantes de órgãos governamentais, do setor produtivo, do terceiro setor e da academia”. O relatório parcial deverá ser apresentaod em dezembro.
Fomento – A comissão, presidida por Cid Gomes (PDT-CE), tem o objetivo de fomentar o hidrogênio verde como fonte energética no Brasil. Produzido por meio energias renováveis, o hidrogênio verde é uma solução energética que tem ganhado espaço estratégico em governos e em empresas pelo mundo.
Vantagens – O combustível tem a possibilidade de descarbonizar a economia (reduzir a emissão de gás carbônico pelas atividades econômicas) com as vantagens de ter o hidrogênio como fonte de energia: ele possui alta densidade de energia, estabilidade, versatilidade e pode funcionar como armazenamento de energia — substituindo, por exemplo, as baterias, que apresentam dificuldades logísticas.
Na pauta – A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Seando deve analisar, amanhã, o projeto de lei que regulamenta a atividade de condução dos navios em segurança na entrada e na saída dos portos, conhecida como praticagem (PL 877/2022). De autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a proposta é relatada pelo senador Weverton (PDT-MA).
Em revisão – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) havia pedido mais prazo para analisar o texto. O relator também ficou de revisar o parecer e avaliar as últimas sugestões dos parlamentares. Se aprovado na comissão e não houver recurso para votação em Plenário, o projeto segue direto para análise da Câmara.
‘Ameaça’ – Para o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), o projeto é “grave ameaça” para a continuidade dos serviços de transporte fluvial de cargas na região, por tornar obrigatória a contratação de práticos para as embarcações nas hidrovias estaduais, “fator que poderá aumentar substancialmente o valor dos fretes em até 100% em alguns percursos”.
Custo – O Sindarma aponta que, a depender do trajeto, a contratação pode representar um acrescimento de R$ 1 milhão no valor de cada “viagem”. A entidade diz que as transportadoras já possuem profissionais habilitados e capacitados em seus quadros para realizar a tarefa.
+Amazônia – O presidente do Parlamento Amazônico (Parlamaz), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu na semana passada, em Belém, a criação da Comissão da Amazônia no Senado, a exemplo do que foi já feito no início deste ano pela Câmara dos Deputados. “Temos uma proposição já encaminhada ao presidente do Senado”.
Preparação – A reunião do Parlamaz na capital paraense foi um evento preparatório para a Cúpula da Amazônia, que acontecerá na cidade no início de agosto com a participação dos presidentes dos oito países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), instituição a qual o Parlamaz é vinculado.