Hora de fortalecer a Zona Franca
A alta de 13,6% na produção de motos em novembro e o faturamento resultante demonstram de maneira inequívoca o peso que a Zona Franca ainda ostenta no mapa da indústria nacional
O Polo Industrial de Manaus (PIM) segue como um dos principais centros fabricantes de veículos do País, pelo menos no que diz respeito aos veículos de duas rodas. A alta de 13,6% na produção de motos em novembro e o faturamento resultante demonstram de maneira inequívoca o peso que a Zona Franca ainda ostenta no mapa da indústria nacional.
Na última semana, lideranças políticas e empresariais do Amazonas discutiram as possibilidades e oportunidades para incrementar o modelo de desenvolvimento local. A ideia é dar-lhe mais fôlego para promover o crescimento da economia regional ao mesmo tempo que se busca a diversificação da base econômica, a exemplo do fortalecimento de eternos potenciais como turismo, fruticultura, piscicultura e outras alternativas relacionadas à natureza e vasta biodiversidade do Estado.
Entre as alternativas postas na mesa estava a criação de incentivos municipais às indústrias instaladas, algo que não é novo: já foi debatido em outras oportunidades sem nunca resultar em nada concreto. De qualquer forma, a Zona Franca perdura e mostra força, exibindo um setor de eletroeletrônicos ainda coeso e polo de duas rodas em franca aceleração.
O que a Zona Franca precisa é de mais apoio. É certo que alguns ajustes pontuais precisam ser feitos, mas a competitividade do modelo deve ser mantida e ampliada, após as claras perdas experimentadas nos últimos anos.
Alvo de muitas críticas, o fato é que o modelo está aí, gerando empregos, produção e exportações para o País. Uma nova equipe econômica está em formação no âmbito federal e o tratamento que será dispensando à indústria amazonense ainda é uma incógnita, embora seja muito difícil ficar pior do que já está. Um novo comando será definido para a Suframa, autarquia que administra a Zona Franca, a partir do próximo ano. Lideranças do Amazonas devem entrar em campo para garantir que a instituição não seja usada para fins meramente políticos ou ideológicos.
Trata-se de um órgão estratégico, que deve ser protegido de investidas políticas que comprometam a boa gestão necessária à promoção do desenvolvimento. Só assim o polo de duas rodas continuará acelerando, e outros segmentos poderão se fortalecer para ajudar o Amazonas a crescer cada vez mais.