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A Crítica
Opinião

Informalidade é um desafio no Amazonas

O número de pessoas desocupadas no Amazonas passou de 189 mil no primeiro trimestre de 2024 para 206 mil em igual período deste ano

Publicado em 22/05/2025 às 09h29
Informalidade é um desafio no Amazonas

O número de pessoas desocupadas no Amazonas passou de 189 mil no primeiro trimestre de 2024 para 206 mil em igual período deste ano. O dado apresenta cenário de preocupação e expõe a necessidade dos governos estadual e municipais desenvolverem iniciativas em conjunto com os setores produtivos para ampliar postos de trabalho e melhorar a renda familiar.

A informalidade reunida a massa de desempregados agrava a situação de socioeconômica do Amazonas. São 982 mil pessoas vivendo de atividades informais. No total, são 1.188 indivíduos submetidos a condição de precariedade e de pobreza, alguns deles estão abaixo da linha de pobreza.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD Continua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na sexta-feira (16 de maio). O Amazonas é um dos quatro estados com as mais altas taxas de informalidade. São 53.3% da população ativa na informalidade, cresceu em 10,1%. Os ‘sem CNPJ’ saltaram 12 mil para 21 mil quando comparados ao primeiro trimestre de 2024 ao de 2025. Os que trabalham por conta própria, os autônomos, são 527 mil.

A PNAD Continua mostra que o nível de ocupação registrou pequena alta, de 55,7%.O rendimento médio mensal passou teve alta de R$ 64,00. Os indicadores da pesquisa mostram agravamento na situação dos trabalhadores domésticos nesse período. Dos 11 mil com carteira assinada no ano passado, este ano (no primeiro trimestre) são 7 mil. Possivelmente, são 3 mil pessoas ora vivendo na informalidade.

No setor industrial, os indicadores são positivos. De 196 mil para 237 mil tendo como referência de comparação os meses de janeiro, fevereiro e março de 2024 com os deste ano. A concentração dos postos de trabalho está na capital, Manaus, e esse dado sugere questionar como está a oferta de trabalho formal nos demais municípios amazonenses, que futuro tem a força de trabalho ativa dos municípios fora do alcance dos efeitos do Polo Industrial.

A PAND Continua traduz em números a realidade amazonense e, neles, questões urgentes precisam ser enfrentadas de frente e com políticas firmes, sem descontinuidade, para retirar parcela expressiva da população da condição de pobreza e de miséria. A informalidade é um problema que carrega outros e estes se avolumam para, em algum momento, explodirem.