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A Crítica
Opinião

Justiça cobra explicações sobre venda da Taboca para estatal chinesa

O pedido partiu do senador Plínio Valério (PSDB), que aponta ilegalidade na operação

Publicado em 28/08/2025 às 09h04 · Atualizado em 29/08/2025 às 17h37
Justiça cobra explicações sobre venda da Taboca para estatal chinesa
Foto: Divulgação

# Explicação – A juíza federal Jaiza Maria Fraxe determinou que órgãos e empresas envolvidos na venda da mineradora Taboca à estatal chinesa China Nonferrous expliquem os detalhes da transação, avaliada em R$ 2 bilhões.

# Pedido – O pedido partiu do senador Plínio Valério (PSDB), que aponta ilegalidade na operação. Ele questiona a ausência de aval do Congresso Nacional para a transferência de controle sobre uma das maiores reservas estratégicas do país.

# Pitinga – Instalada em Presidente Figueiredo, a mina concentra estanho, nióbio, tântalo, urânio, lítio e terras raras – insumos críticos para a indústria tecnológica e militar. Para Plínio, a venda direta aos chineses ameaça a soberania nacional.

Em resposta, a Mineração Taboca informou, nesta sexta-feira (29), que a transação de mudança do controle acionário da empresa foi concluída em março de 2025, com a devida aprovação dos órgãos reguladores competentes. A companhia passou a integrar o grupo China Nonferrous Trade Co. Ltd., subsidiária da China Nonferrous Metal Mining Group Co. (CNMC).

Confira a nota na íntegra: 

A Mineração Taboca informa que a transação comercial de mudança do controle acionário da empresa foi concluída em março de 2025. A empresa passou a fazer parte do grupo China Nonferrous Trade Co. Ltd., subsidiária da China Nonferrous Metal Mining Group Co. (CNMC), com a devida aprovação dos órgãos reguladores competentes,

A transação não altera a atividade que vem sendo exercida na área ao longo dos últimos anos. Permitirá, dentre alguns aspectos, que a Mineração Taboca tenha a oportunidade de fazer investimentos em tecnologias mais modernas que servirão a aprimorar sua atividade em diversas frentes, inclusive da sustentabilidade.

A empresa possui as concessões de lavra e respectivas licenças ambientais para explorar minério de tantalita-columbita e cassiterita, ligadas à produção de estanho e ligas ferrosas compostas por tântalo e nióbio, e cumpre rigorosamente todas as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 

A Mineração Taboca não vende ou transfere urânio, uma vez que, de acordo com a lei brasileira, trata-se de recurso de uso exclusivo da República Federativa do Brasil, que não pode ser usado ou explorado para qualquer finalidade por terceiros. O que ocorre, em breves linhas, é que a Mina do Pitinga (AM) é caracterizada como uma mina poli metálica, ou seja, existem diversas substâncias presentes na rocha. Após o processo de beneficiamento do minério, onde são extraídas a tantalita-columbita e a cassiterita, o urânio, juntamente com outros minerais, não é recuperado nem processado. Trata-se de resíduo do processo, descartado de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis.

A Mineração Taboca reitera seu compromisso com o meio ambiente e prestará os esclarecimentos devidos à justiça federal do Amazonas, em espírito contínuo de cooperação.