Mais apoio para a energia solar
O Brasil vem se destacando no uso de energia solar, posicionando-se entre os quatro maiores mercados do mundo no uso dessa modalidade de geração energética. E ainda tem enorme espaço para crescer. Relatório da SolarPower Europe revela que o País acrescentou 18,9 gigawatts de potência fotovoltaica só no ano passado. Com isso, a energia solar já responde por aproximadamente 22% da matriz elétrica brasileira, sendo a segunda maior fonte de energia do país, atrás apenas da hidrelétrica. A presença de painéis solares é cada vez mais comum em telhados de residências, edifícios, comércios e áreas rurais.
Trata-se de um avanço extremamente positivo, uma vez que a energia solar é uma fonte limpa, renovável e que não emite gases de efeito estufa. Até mesmo a energia gerada por hidrelétricas, que é tida como “energia limpa”, traz consigo um passivo socioambiental que não pode ser ignorado, pois a instalação das usinas altera o curso de rios, impacta na biodiversidade e causa o deslocamento de populações. Impossível não lembrar o caso da usina de Balbina, amplamente considerada um dos maiores desastres socioambientais da Amazônia devido aos graves e irreversíveis impactos que causou e continua a causar.
O aproveitamento da energia solar pode ser a chave para garantir o abastecimento energético no Norte do País, principalmente em regiões remotas como o interior da Amazônia. É contraditório que, em nosso Estado, onde há forte incidência de sol durante todo o ano, inúmeras comunidades ainda convivam com a falta de energia, principalmente considerando que a tecnologia fotovoltaica está disponível. Cabe ressaltar que a eficiência da energia solar vem aumentando ano após ano. Atualmente, o mercado dispõe de painéis solares com quase 25% de eficiência, e uma nova geração de células fotovoltaicas já em desenvolvimento atinge eficiência superior a 43% nos testes laboratoriais.
O poder público, em todas as suas esferas, deve fazer sua parte e apoiar o uso de tal modalidade, inclusive subsidiando a aquisição de painéis em comunidades mais afastadas, e estimulando a integração da energia solar nos sistemas híbridos das cidades.