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A Crítica
Opinião

Mais segurança para investidores

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) acaba de elevar a nota do país para BB, deixando-o a dois níveis do almejado “grau de investimento”

Publicado em 20/12/2023 às 10h14
Mais segurança para investidores
Foto: Agência Brasil

A aprovação da reforma tributária, apesar de não ter sido a ideal – segundo a maioria dos especialistas – já começa a trazer boa repercussão para o Brasil. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) acaba de elevar a nota do país para BB, deixando-o a dois níveis do almejado “grau de investimento”, status que atesta junto ao mercado internacional que determinado País é seguro para receber investimentos e honrar seus compromissos.

Em um mundo que ainda se ergue dos abalos promovidos pela pandemia de covid-19, e que presencia dois conflitos internacionais de grande repercussão, a melhora na classificação de risco é uma grande vitória para o Brasil. Os investidores internacionais levam a classificação das agências muito a sério, de modo que a nova classificação concedida pela S&P representa a abertura de um leque de oportunidades.

O Brasil acaba de ser tornar um destino mais seguro para novos investimentos. Para a Zona Franca de Manaus, a notícia é especialmente positiva, uma vez que o modelo se alimenta de aportes desse tipo. O momento é ideal para prospecção de novos negócios e divulgação das vantagens comparativas do modelo no campo internacional.

Superintendência da Zona Franca de Manaus, Suframa e lideranças políticas e empresariais devem intensificar a promoção da ZFM no mercado internacional.
Para o País é um passo importante na retomada do crescimento. Mas o cenário ainda precisa melhorar mais para alcançarmos a situação ideal do “grau de investimento”. A última vez que o Brasil foi alçado a essa condição privilegiada foi em 2008, quando a mesma S&P, em abril daquele ano, elevou a nota do País, colocando-o entre os mais seguros para receber investimentos do mundo. Sete anos depois, começou a derrocada. Diante das derrapadas da economia brasileira, nossa classificação foi baixando à medida que cresciam os riscos de investir no País.

Como a reclassificação do Brasil está diretamente relacionada à aprovação da reforma tributária, a ascensão a outros níveis também depende da correta implementação do novo modelo e de seus reflexos na economia nacional. A implementação da reforma precisa ser exitosa para que o País continue a ser visto com bons olhos no mercado externo.