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A Crítica
Opinião

Medidas de prevenção dever ser estimuladas

Por município, o monitoramento dos primeiros quatro meses deste ano indica que Manaus ocupou o primeiro lugar nas arboviroses com 1.578; Atalaia do Norte – 621; Envira -559; Jutaí – 557; Ipixuna – 532; Eirunepé – 450; Guajará – 422; Tabatinga -397; Benjamin Constant – 383; Tefé -366; Manacapuru -297; e Tonantins -269.

Publicado em 29/04/2025 às 09h08
Medidas de prevenção dever ser estimuladas
Foto: Agência Brasil

No período de 1º de janeiro a 24 de abril, foram registrados no Amazonas 8.068 casos suspeitos de arboviroses dos quais 2.260 confirmados, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos como dengue. As informações constam do Informe Epidemiológico das  Arboviroses da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), unidade vinculada à Secretaria de  Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

O Informe cita 60 casos de chikungunya, 41 de febre de Mayaro, seis para zika. Uma pessoa foi a óbito por dengue. Os dados constam no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e no  Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). Por município, o monitoramento dos primeiros quatro meses deste ano indica que  Manaus ocupou o primeiro lugar nas arboviroses com 1.578;  Atalaia do Norte – 621; Envira -559; Jutaí – 557; Ipixuna – 532; Eirunepé – 450; Guajará – 422; Tabatinga -397; Benjamin Constant – 383; Tefé -366; Manacapuru -297; e Tonantins -269.

O Amazonas disponibiliza a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em 12 municípios (dados da FVSAM). Técnicos do órgão alertam para adoção de medidas preventivas e, nos casos leves, os pacientes devem procurar atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Os sinais de risco para dengue são: alteração da pressão arterial, dor abdominal e sinais de hemorragia (derrame ocular e sangramento de gengiva). A FVS-AM orienta que nos casos graves, o atendimento do  paciente deve ser feito em unidades de emergência.
Combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação de mosquitos transmissores das doenças é uma das ações de prevenção. Evitar a existência de água parada é um ato de todo dia na luta contra as arboviroses.

Quanto à febre Oropouche, os técnicos da área orientam que as pessoas evitem locais de mata e a beira de rios, observando os horários de 9h e 16h. A limpeza de quintais é outra medida necessária a fim de evitar a acumulação de matéria orgânica e, se possível, usar repelentes.

O surto de virose permanece lotando os centros de atendimento  médico e como justificativa para ausência no trabalho e nas atividades escolares. Ambientes de aglomeração pública devem ser evitados e, se não é possível, o uso da máscara e do álcool em gel são medidas recomendadas.