Medidas necessárias
Os sinais de alerta da outra onda de coronavirus no Amazonas estão concretamente espalhados nas cidades, com destaque para a Manaus, onde as aglomerações permanecem em alta, como se nada tivesse ocorrido e ocorrendo. Não impactam as 132.687 mil pessoas contaminadas no Estado, nem as 2.462 mortes, até o dia 22 de setembro (dados da Fundação de Vigilância Sanitária).
A decisão do governo estadual, tomada na última quinta-feira, de impor regras mais duras para tentar impedir as aglomerações sociais é necessária. Setembro encerrará com a elevação de casos e a rede pública de saúde já revive momentos que preocupam, caso o número de pacientes permanece em elevação. Os protocolos sanitários em todo o mundo apontam o distanciamento social, o uso de máscara e o lavar bem as mãos como condutas que ajudam a enfrentar a pandemia e o contágio. Protegem, no entanto, uma das medidas, o uso de máscara, é banalizada e a peça, em situações recorrentes, passa a ser utilizada em outras partes do corpo (pescoço, orelha) ou do carro, da motocicleta ou de áreas do ambiente de trabalho, de reuniões físicas.
Ao mesmo tempo os que adoecem e seus familiares experimentam horas, dias e até semanas de sofrimento em busca do atendimento adequado. Alguns que são curados até passam a reconhecer a atitude de imprudência, de desrespeito e da pouca importância que deram para essa pandemia; outros não tiveram tempo de fazê-lo, mortos em decorrência da contaminação.
Tomar medidas dentro da legalidade para salvaguardar a vida humana e evitar que um segundo tempo de tragédia aconteça é fundamental e dever básico das autoridades públicos que, quando agem noutra direção, cometem crimes de lesa-pátria. As festas com aglomerados humanos que acontecem em várias cidades amazonenses e de forma pública além de eventos anunciados para os próximos meses combinam o poder de virulência da Covid-19 para aumentar ainda mais o número de doentes. Impedir que esse roteiro prossiga é tarefa primeira das autoridades da saúde, e também da sociedade.