Mercado de trabalho aquecido
O Amazonas apresentou o melhor desempenho entre os Estados da região Norte com saldo de 2.584 novos postos de trabalho em novembro
Ontem, o Ministério do Trabalho apresentou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ressaltando o fato positivo de que o País criou 130 mil postos de trabalho com carteira assinada em novembro, apresentando alta em relação ao mês anterior e bom desempenho no acumulado do ano.
Não só isso: o Amazonas apresentou o melhor desempenho entre os Estados da região Norte com saldo de 2.584 novos postos de trabalho em novembro, muito à frente do segundo colocado, Rondônia, com 516. No acumulado de janeiro a novembro, foram criados mais de 25 mil novos empregos com carteira assinada no Estado. Refletindo o cenário nacional, por aqui, o destaque também ficou com o setor de serviços, que abriu 520 novos empregos no mês passado. Os dados também revelam que o Amazonas foi o único Estado do Norte com abertura significativa de empregos na indústria. O saldo positivo foi de 417, mostrando que a Zona Franca de Manaus continua sendo um dos mais importantes geradores de emprego do Estado.
Porém, nem tudo são flores. Os dados do Ministério do Trabalho também revelam os setores onde a oferta de mão de obra está devagar, indicando áreas que podem precisar de estímulo governamental para retomar as contratações. A construção, por exemplo, se destaca em novembro pelo baixo desempenho na oferta de vagas, fechando o mês com perda de 212 postos. Da mesma forma, o setor primário, agrupando as atividades de agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, também apresentou recuo: houve perda de 148 postos de trabalho. É desafio do poder público apoiar a iniciativa privada, tanto nos setores vão bem, e principalmente nos que enfrentam dificuldades.
De modo geral, o resultado do Caged foi bastante positivo para o Amazonas, trazendo motivos para manter o otimismo no sentido de que o mercado de trabalho continuará aquecido em 2024. Mas isso vai depender de uma série de fatores: teremos o início da transição para o novo modelo tributário. O modo como a Zona Franca vai reagir às mudanças será determinante na ampliação ou recuo na oferta de empregos. O governo federal também espera que a arrecadação retome a rota de crescimento para que investimentos estruturantes possam ser realizados, dinamizando a economia e a oferta de mais empregos.