O alerta da OMS e a Covid-19
No Amazonas, nos últimos sete dias foram confirmados 438 casos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a reduzida proteção que os países estão destinando na prevenção e cuidados da Covid-19. Especialistas vinculados à organização afirmam que a falta de campanha pelo uso de máscara em locais confinados, da ventilação em quartos e do monitoramento das complicações de longo prazo criaram um quadro de manutenção da ameaça global à saúde humana.
No Amazonas, nos últimos sete dias foram confirmados 438 casos, 656 pessoas estão em isolamento familiar e duas internadas, informa o Painel Covid-19, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas “Drª Rosemary Costa Pinto” (FVS-AM). Os registros dos sintomas mais manifestados pelos pacientes apontam a febre (55.6%), a tosse (54.3%) e a dor na garganta (39.3%).
Para a OMS, a reduzida testagem aumenta a preocupação quanto à quantidade real de pessoas contaminadas pelo vírus. Outro dado que especialistas colocam é o de que investigações de águas residuais apontam para circulação do vírus entre duas a 19 vezes mais do que os números relatados.
A ideia geral de que a Covid-19 está superada, difundida a partir de outros interesses distantes dos princípios para assegurar à saúde pública, é um dos obstáculos. Governos locais e regionais, grupos de empresários, de religiosos, e de outros segmentos da sociedade atuam para afastar a sensação de que a Covid-19 ainda se constitui em preocupação, um posicionamento na contramão do que a OMS prega e dos registros de novos casos da doença, como se verifica, por exemplo, no Estado do Amazonas.
No Brasil, festas de grande aglomeração, como o carnaval, tantos nas ruas quantos nos clubes, quadras das escolas de samba e de outras agremiações diretamente envolvidas com as folias carnavalescas, favorecem a circulação do vírus e, desde já, mobilizar para a adoção das medidas de prevenção é uma necessidade. Da mesma maneira que nos setor de transporte de massa, rodoviárias, metrô, pontos de ônibus, dos trens, nos aeroportos e nos meios de transportes. É possível constatar com facilidade que nesses espaços a maioria dos usuários não utiliza máscara embora todos confinados.
Ignorar, minimizar e ou estimular a negação da Covid-19 é uma atitude perigosa que poderá vir a ter preço mais alto aos governos municipais, estaduais e federal e às populações principalmente as mais carentes que não dispõem de condições financeiras para assumir os gastos com tratamentos. Vacinar e prevenir são atitudes inteligentes.