O Brasil, a ação da cidadania e os alicerces do futuro
Os ataques do presente, como as ameaças e sanções do governo dos Estados Unidos, reafirmam a relevância de a sociedade compreender o que é soberania de uma nação
Há 203 anos, no 7 de Setembro, o Brasil era proclamado independente do Reino de Portugal. Há mais de dois séculos, a nação luta para tornar-se nação, assegurar o regime democrático a partir do momento que por ele decidiu e colocar-se na praça do mundo como um dos interlocutores principais.
No âmbito da América Latina, o Brasil buscou a integração e aliou-se aos demais países na complexa construção do bloco latino-americano como espaço de tomada de decisões dos governos desses países diante dos acontecimentos internos e de outras regiões do planeta. O país viveu e ainda vive as consequências do programa de colonização europeu, dos mais de 300 anos de escravização de negros e de indígenas, um longo período de ditadura militar-civil, da ampliação do direito de votar, da adoção de uma nova Constituição Federal, em 1988.
O Amazonas, dependente do Grão-Pará, em 5 de setembro de 1850, por meio da Lei Imperial nº 582, é elevado à categoria de Província do Império como resposta do imperador às pressões econômicas e políticas por novas frentes de exploração e de expansão dos negócios. São 175 anos desde o ato imperial.
Neste setembro de 2025, relembrar as duas datas, contextualizá-las e situá-las nesse momento é uma necessidade para estudantes dos diferentes níveis de escolarização, a sociedade, o empresariado, os trabalhadores e os governos sem ignorar a corresponsabilidade dos poderes legislativo e judiciário. Do movimento ‘Grito dos Excluídos’, realizado em Manaus, no dia 5, às diferentes maneiras de celebrar o 7 de Setembro, o ‘amor à pátria’ vem sendo ressignificado ora em expressão de uma cidadania ativa e criativa, ora por setores neoconservadores que pregam retrocessos.
No embate ideológico, a questão colocada é para onde o povo brasileiro quer levar o país e como demonstra essa disposição aos poderes? Os ataques do presente, como as ameaças e sanções do governo dos Estados Unidos, reafirmam a relevância de a sociedade compreender, por exemplo, o que é soberania de uma nação.
É esse país, declarado independente em 1822, que neste final de semana entre lembranças e esquecimentos demonstrará ao mundo quer ser tratado, o que quer ver superado e como ergue os alicerces do futuro.