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A Crítica
Opinião

O dia do voto e o respeito à escolha feita

O ato de votar, por vezes, cansativo e desqualificado por alguns segmentos, permanece importante como atitude humana

Publicado em 29/10/2022 às 10h23
O dia do voto e o respeito à escolha feita
Foto: Agência Brasil

Ao final deste domingo (30 de outubro), o Brasil e o mundo irão saber, em prazo recorde, quem é o presidente eleito do país e os 12 governadores em disputa no segundo turno, incluindo o do Estado do Amazonas. 

O ato de votar, por vezes, cansativo e desqualificado por alguns segmentos, permanece importante como atitude humana. Representa, sem ignorar manipulações, o momento em que o cidadão decide sobre quem o representará no legislativo e no executivo. E esse gesto é possível de ser feito e aprimorado pela democracia, até hoje o regime que mais possibilita a execução desse exercício periodicamente.

O Brasil que irá às urnas tem uma das divisões mais radicalizadas na história nacional dos processos eleitorais. São dois projetos de país que estão em disputa e em torno deles a campanha eleitoral, notadamente no segundo turno, se debruçou, revelou as faces e mobilizou milhares de pessoas, de profissionais de diferentes áreas, as juventudes, os idosos, as mulheres, os povos, o empresariado e os religiosos.

O sistema eleitoral, longe de ser obra acabada, responde com elevado nível de eficiência e busca em meio aos embates ampliar a segurança do voto, a inviolabilidade da urna eletrônica. Oferece respostas mais rápidas quando comparado a outros modelos utilizados em diferentes países. Não apenas rapidez e sim documentos que demonstram a lisura do processo. Problemas como os provocados pela biometria e as longas filas são parte da cesta de questões que cada eleição oferece não como obstáculo e sim na direção do aperfeiçoamento da tecnologia inovadora utilizada pela Justiça Eleitoral.

A outra dimensão é a do respeito à decisão dos eleitores quanto as suas escolhas. Nesse tipo de tomada de decisão não se atenderá aos cem por cento, haverá os que venceram e os que foram derrotados, numa situação de normalidade. O trabalho desenvolvido pela Justiça Eleitoral para a realização das eleições de 2022 oferece inúmeros elementos da postura de responsabilidade e de dever na condução das etapas de constituição das eleições. Assegurou espaço a diferentes observadores, aos fiscais, ao cidadão interessado em saber o que é a urna eletrônica, como opera, com quais mídias, quem são os que atuam na preparação desses equipamentos e do sistema.

Que a votação deste domingo seja garantida, protegida e se realize plenamente. Que os eleitores possam exercer com maior grau de liberdade o direito ao sigilo do voto e votem e seus votos sejam respeitados.