O dia seguinte da carta dos empresários
A carta aberta, assinada por empresários, economistas, ex-ministros e banqueiros, entregue, na segunda-feira, aos representantes dos três poderes é um instrumento a mais para buscar saídas sensatas à crise que o Brasil vive.
O país atingirá 300 mil mortos e o nível de contaminação está acima de 40%. Enquanto isso, atos protagonizados pelo presidente da República incluem promover confrontos e ampliar as frases desrespeitosas ao tratar sobre a Covid-19, sobre doentes e sobre os mortos.
Diante do colapso que ameaça duramente o Brasil e da lentidão das vacinações, a carta desse grupo de mais de 500 personalidades, é um gesto concreto para que as autoridades tomem decisões mais ágeis e eficientes no enfrentamento ao novo coronavirus.
Algumas medidas que o documento pede são reivindicações que estão sendo apresentadas desde o ano passado por diferentes movimentos e que não surtiram efeito.
Entre os pedidos feitos na longa carta dos empresários, investidores e economistas estão o aceleramento do ritmo da vacinação, a distribuição de máscaras gratuitamente e a orientação de observação e da implantação de medidas de distanciamento social, bem como criar em nível nacional uma instância de coordenação das medidas.
Noutra ação, a frente nacional de prefeitos está em mobilização para buscar interlocução eficaz com o governo federal, ações concretas de apoio às administrações municipais onde os problemas acontecem de fato, as pressões são evidencias, a realidade se expressa em sua agonia. Em meio ao agravamento dos casos e das mortes por Covid-19, governadores e prefeitos vêm sendo pressionados pelo presidente da República para que amplie a flexibilização e retomem as atividades econômicas. O impasse afeta todas as iniciativas para minimizar a margem de contágio e, consequentemente, o número de óbitos e o prolongamento de medidas restritivas que encolhe e debilita a economia. Tem-se mais doentes, mais pobres, mais desempregados e mais fome.