O grande negócio do Carnaval do Brasil
Na economia, estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que este não o Carnaval irá movimentar R$ 12 bilhões em faturamento
O Carnaval brasileiro reafirma-se como um dos maiores eventos festivos do mundo e, internamente, movimenta uma ampla rede de negócios além da base cultural que o distingue em diferenças regionais e momento único nacionalmente comemorado por multidões de diferentes idades.
Na economia, estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que este não o Carnaval irá movimentar R$ 12 bilhões em faturamento. O dado corresponde a um crescimento de 2,1% em relação ao Carnaval do ano passado e será o mais lucrativo desde 2015.
No Amazonas, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) estima crescimento nas vendas de 3,5% na comparação com igual período de 2024 somente no comércio da capital. Nos outros municípios, a movimentação decorrente dessa festa igualmente faz crescer a atividade econômica. A média de gastos por pessoa, de acordo com a sondagem da CDL, é de R$ 225,00, tendo com item número um do gasto a fantasia, seguida por acessórios, maquilagem, calçados e roupas.
Em todo o país, são gerados milhares de postos temporários de trabalho. A presença de turistas nas cidades, uma das áreas que recebe o impacto direto do Carnaval, mobiliza setores de hotelaria e demais tipos de hospedagens, de fornecimentos de alimentos, salões de beleza, barbearias, vendedores ambulantes e o de transportes.
Toda a economia é estimulada pelas folias carnavalescas e esta se reflete na reafirmação da criatividade e de movimentos de reconexão, como a da africanidade, dos povos originários, palco de alegria versátil que em passos ritmados faz denúncias, pede atenção, canta as dores e os amores dos brasileiros.
O Carnaval é um tipo de arranjo que se coloca para além e deve ser visto com atenção cuidadosa pelos governos nos três níveis, não apenas naquilo que precisa ser fiscalizado, nas ações de prevenção, enquanto incentivo da economia criativa, como uma oportunidade que anualmente é oferecida ao País. Feita por milhares de cabeças e mãos que nos blocos, nos bailes, nas escolas de sambas apresentam uma das épocas mais bonitas do Brasil.
Dos micros aos grandes empreendimentos, as folias carnavalescas são um roteiro aberto para conhecer as faces de um país com mais de 200 milhões de habitantes e, em cada pedaço, com jeito próprio de se apresentar e de fazer alegria.