O jornalismo é essencial à democracia
Nesta quinta-feira é comemorado o Dia do Jornalista
Nesta data, 7 de abril, é emergencial reafirmar o jornalismo como serviço de relevância à sociedade mundial e de defesa da democracia. Jornalistas são impedidos de exercer suas atividades, agredidos e mortos, e empresas da área sofrem sanções de censura na maioria dos casos por contrariar interesses de grupos poderosos.
A censura à mídia e a jornalistas está frequentemente vinculada a um sintoma de anomalia na estrutura dos poderes, na perda ou sufocação da interdependência entre esses poderes e atinge diretamente a democracia.
Não se ignora indicadores de erros, de posicionamentos afrontosos e de filiação de um ou outro meio a determinada gestão político-econômica nos países, nas regiões, nos estados e nas cidades. Erros devem ser assumidos e corrigidos, posicionamentos de adesão ou de rejeição devem ser colocados publicamente e não podem ignorar o conteúdo principal do meio jornalístico, a informação responsável.
O que se constata no Brasil, no Amazonas e em outros tantos países é um esquema violento pelo encaixotamento de jornalistas e da mídia: a ideia de fazer prosperar o pensamento único. Ao contrário de promover a liberdade e aprofundar a democratização do acesso e da produção das informações, o modelo atual exacerbou o controle sobre pessoas e sociedades, age para determinar percepções, opiniões e o que deve ser consumido mundialmente.
O projeto de dominação é a consumação da ameaça, da promoção do medo e do terror e da obtenção de lucros cada vez maiores na exploração das fragilidades dos diferentes públicos. A comunicação em geral e o jornalismo em particular são diretamente impactados por essa ação. As violências contra jornalistas e empresas desse setor demonstram a prevalência do entendimento por meio do qual o contraditório não pode ser exercido e a fonte única deve ser privilegiada. Para dar conta da gradativa perda de direitos, funciona um aparato político-jurídico-econômico cujas ações ecoam nas cidades e tentam naturalizar a censura e outras formas de agressão ao jornalismo e aos jornalistas.
O caminho para enfrentar esse processo é o da batalha legal e legítima contra todas as formas de autoritarismo. O jornalismo é expressão da experiência democrática, avança com ela e a faz avançar como um dos mais significativos experimentos humanos.