O lado sombrio da internet
A rede mundial de computadores, a Internet, abriu um leque maravilhoso de possibilidades paras civilizações humanas como nunca antes na história humana.
Pela Internet podemos conectar amigos afastados, reencontrar colegas de faculdade, estudar línguas à distância, fazer pesquisas em grupos que vão salvar vidas em todo o planeta; mobilizar rapidamente uma população com vistas a ações de solidariedade, enfim há uma multiplicidade de boas oportunidades trazidas pela ferramenta que colocou o mundo na pós-modernidade da Era da Informação.
Infelizmente, como diz o dito popular, o que serve para ir, também serve para chorar. Pois com todas as boas possibilidade de melhorias para a vida das pessoas, a Internet também trouxe um lado sombrio que vez por outra dá sinais de ser ainda mais forte que o lado bom.
Hoje, por exemplo, A CRÍTICA traz alertas de especialistas sobre um jogo que está ganhando adeptos em todo o mundo a partir da rede mundial acessada na Rússia, na Europa. Trata-se do jogo “Baleia Azul” (Blue Whale), que coloca os jogadores para cumprir 50 missões, todas arriscadíssimas, e cuja última é o cometimento do suicídio.
Num mundo em que o nível de depressão, estresse e tristeza das pessoas está no pico, um jogo que estimula o suicídio rapidamente ganhou adeptos, principalmente entre os mais jovens.
De acordo com a psicóloga Gisele Cristina Resende, o jogo virou moda porque muitos adolescentes estão adoecidos – com sintomas de oscilações de humor, depressão e angústia – e facilmente são influenciados por coisas que circulam pela internet. “O Baleia Azul é um jogo que revela a fragilidade emocional da juventude diante de desafios e ameaças, ao não utilizarem de um juízo crítico e maturidade para avaliar as situações e enfrentar a frustração diante de situações de vida”, alerta a psicóloga.
Neste sentido, o Baleia Azul é só um sintoma do que está acontecendo nas casas das pessoas, onde pais e mães estão cada dia mais ocupados com suas carreiras e problemas e pouca atenção conseguem dar ao que os filhos fazem enquanto estão viajando pelas redes sociais ou vendo séries, como a nefasta “13 reasons why”, que é veículada livremente por serviços de streaming e também estimulam, aos que já estão adoecidos, a cometerem o suicídio, um problema que a ONU trata como sendo uma epidemia.