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A Crítica
Opinião

O pacote e a comunicação estratégica

As medidas anunciadas ainda estão em processo de degustação principalmente pela sociedade para que quer compreender os efeitos delas no dia a dia

Publicado em 30/11/2024 às 13h13
O pacote e a comunicação estratégica
Foto: Agência Brasil

A apresentação e os primeiros efeitos do pacote de cortes do governo federal mostram a importância da comunicação estratégica, levada a sério por alguns segmentos empresariais e de personalidades e minimizada por outros, como os de governos progressistas, de instituições importantes e de parte dos partidos  de apoio ao governo.

As medidas anunciadas ainda estão em processo de degustação principalmente pela sociedade para que quer compreender os efeitos delas no dia a dia, no cotidiano feito das necessidades de ir e vir o que significa pagar o custo da gasolina no veículo próprio ou a passagem no transporte coletivo, no uber; pagar a conta de água, de energia elétrica, comprar alimentos, medicamentos.

O mercado, um ente que é apresentado sem se fazer presente, mais já deveria ser nominado desde já, pois, tem nome e endereço, se manifestou antes e revelou o que o jornalismo econômico-político chama recorrentemente de “mal humorado”. A historia brasileira tem sido basicamente de agradar o mercado, deixa-lo de bom humor e aceitar que esse ente poderoso estabeleça os critérios da vida nacional, por usa vez, esta tem sido de privilegiar os mais ricos e apertar os mais pobres.

A comunicação estratégica pode e deve esclarecer cada medida do pacote e o processo   a seguir, no Congresso Nacional. A sociedade, por sua vez, deveria querer saber o que é e como funciona, por exemplo, as emendas parlamentares, um sistema a parte que se tornou praticamente intocável. Quais são os benefícios das emendas, quanto elas custam ou representam no orçamento da união? Esse é um debate a ser feito e, preferencialmente, fora do contexto de pacote fiscal quando os ânimos de alguns estão exaltados e a matéria é tratada em baixo nível e por outras disputas de poder.

Enquanto o dólar sobe, parte do grande empresariado reclama, a bolsa de valores se frustra, uma multidão de brasileiros quer dignidade, ter acesso à alimentação três vezes por dia, conseguir  financiamento para comprar a casa e sair do aluguel, ter coo adquirir os medicamentos e pagar o seu meio de transporte. Quer creche para seus filhos, atendimento médico decente e ter poder de compra, de viajar. É esse embate desigual que ora ocorre, com a grave diferença de que o mercado sabe e a maioria dos brasileiros ainda não conseguiu saber.