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A Crítica
Opinião

O peso do PIM

Com um faturamento consolidado que supera R$ 151 bilhões neste ano até setembro, torna-se irracional qualquer argumento contrário à Zona Franca

Publicado em 08/11/2024 às 08h52
O peso do PIM
Foto: Agência Brasil

O Polo Industrial de Manaus, motor da economia amazonense, como é bem sabido, acaba de dar mais uma demonstração de seu peso indispensável na economia e sociedade local. Com um faturamento consolidado que supera R$ 151 bilhões neste ano até setembro, torna-se irracional qualquer argumento contrário à Zona Franca. É exatamente por esse motivo que a defesa do modelo regional de desenvolvimento deve estar entre as principais bandeiras de defesa do Estado. 

A consolidação do faturamento até setembro demonstra de maneira inequívoca que a indústria local permanece como o principal vetor na geração de riqueza para o Estado do Amazonas. Os dados são irrefutáveis, e há muito tempo se sabe que a saúde econômica do Estado depende diretamente do desempenho da indústria amazonense de transformação, centralizada na Zona Franca de Manaus. 

É certo que o desenvolvimento sustentável do Estado do Amazonas está diretamente ligado à diversificação da matriz econômica estadual. Ocorre que tal fato, até o momento, tem se restringido ao campo do discurso. Nenhuma ação concreta foi desenvolvida no sentido de diversificar nossa economia.

Até o momento, as iniciativas que têm surgido restringem-se ao marketing, com nenhum reflexo eficaz na transformação econômica.  Um dos problemas fundamentais do discurso construtivista é aquele que considera uma disruptura abrupta do modelo industrial para aquele ideal,  pautado principalmente no aproveitamento das riquezas e recursos naturais próprios da Amazônia. Uma abordagem mais inteligente seria considerar uma mudança paulatina, que não negasse a importância que a indústria teve, continua tendo e certamente terá no desenvolvimento do Amazonas.

O que o poder público, em parceria com a sociedade, precisa fazer é desenvolver e implementar um planejamento de longo prazo que considere a biodiversidade amazônica, seu enorme potencial, sem desconsiderar o papel essencial que a Zona Franca tem desempenhado há tanto tempo.