O pior ainda está presente
A flexibilização crescente no Amazonas e os feriados de abril podem representar composição de alto risco à população. Estão em evidência, na cidade de Manaus, as aglomerações possíveis de serem vistas em diferentes áreas da cidade, e a atitude recorrente de não usar máscara.Há um tipo de entendimento mais geral que o “pior no Amazonas” já passou e é possível voltar ao ‘normal’. Há perigosa postura adotada por parcela da população exausta, irritada e sob pressão pelo longo período de distanciamento social, de limitação de acesso aos locais, compreensíveis, mas injustificáveis para o abandono pessoal das condutas de proteção.
O Amazonas, de acordo com a posição de infectologistas, não está em situação confortável, quer seja pelo fato de lidar com um vírus tem capacidade de produzir rapidamente variantes ou pelo número oficial de casos registrados. O que está em jogo, hoje, é a maneira como agir nessa circunstância. A resposta a ser dada não é fácil e exige ouvir o comitê de enfrentamento, conhecer e compreender as recomendações feitas e os representantes dos setores econômicos, de serviços, e de outros segmentos. Todas as vezes que o tema pandemia da Covid-19 e medidas restritivas foi tratado pelo viés de contemplar as pressões econômicas em detrimento de outros indicadores da realidade os resultados foram desastrosos no Brasil e no Amazonas, em específico.
A maioria das lideranças de organizações, dos governos, do empresariado, da população deseja muito é sair dessa fase. Para isso, o que não pode ser perdido de vista nem menosprezado são os atos de autocuidado, do cuidado com o outro e a ação cidadã pela garantia de vacina para todos e em tempo mais curto. Quanto maior for o número de pessoas imunizadas, mais curto fica o caminho da retomada de todas as atividades e o fim das medidas restritivas. O governo brasileiro precisa agir para assegurar os imunizantes aos brasileiros, colocar esforços reais nessa demanda e parar de criar confusão que só atrapalham e retardam a disponibilidade de vacinas à população.
Da parte da sociedade, a tarefa é compreender a situação, o grau de dificuldade que ela impõe a muitos, principalmente os mais vulneráveis, os mais pobres e, fazer solidariedade cidadã acontecer para além dos decretos e em defesa da vida. De máscara e distantes até que haja segurança sanitária.