O turismo pede atenção e mudanças
O turismo mundial, e brasileiro, segue os indicadores negativos da economia. É o que apontam estudos de agências internacionais da área. Ao mesmo tempo, os indicadores demonstram que governos e empresas desse setor podem reagir para, no pós-pandemia, retomarem as atividades.
Não mais no procedimento semelhante, anterior ao aparecimento do vírus, e sim aproveitando lições do isolamento mundial para reposicionar esse braço econômico, um dos que mais rapidamente responde às ações de retomada e de revigoramento. No Brasil, pouco tem sido feito como plano estratégico para desenvolver os negócios turísticos, lamentavelmente, pois, o País possui potencial naturalmente diversificado.
Os pronunciamentos de representantes do governo vinculados ao segmento não exprimem preocupação com estudos e tomada de decisões que possam em médio e longo prazo estimular o setor. O que significa conhecer as especificidades regionais, as estruturas existentes e promover intenso intercâmbio de informações entre o governo federal, os governos estaduais e os governos municipais. O que não existe porque a opção preferencial tem sido o confronto entre os níveis de governo.
Para a indústria turística mundial e nacional, a pandemia deixa recados. Os investidores, públicos e privados, necessitam mudar de postura e insistir na observação dessas mudanças exigidas nos espaços turísticos mais concorridos. Se é em parte consensual que a Covid-19 afetou e afeta todos os setores do mundo humano, impactou um modelo de economia que ainda busca se resituar, os seus representantes, com larga margem de poder, deverão considerar o retrato do mundo no pós-pandemia e alterar códigos de atuação. Ou ignorar, retornando à normalidade como se assim fosse possível. O normal de ontem já não existe.
A gestão pública do Brasil desperdiça tempo e demonstra inabilidade na correção de inovação de fluxos turísticos legais conectados com demandas de sentimentos dos turistas e dos que querem vir a ser. Sem ignorar os empresários de maior porte que esperam do governo uma ação, a decisão de garantir investimentos em micro e pequenas experiências em turismo deveria ser estratégica. No nível comunitário, o turismo poderia significar a fixação de famílias nas comunidades, geração de postos de trabalho e de renda, circulação de culturas e de boas práticas. O que refletiria positivamente na saúde mental das pessoas e na redução da violência.