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A Crítica
Opinião

Oito horas sem energia

Publicado em 27/07/2021 às 11h19 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h36
Oito horas sem energia

O serviço de energia elétrica para as zonas Sul e Leste ficou interrompido por oito horas no domingo. Com ele, o fornecimento de água também sofreu interrupção por aproximadamente sete horas em dezenas de casas e condomínios residenciais.

Também estabelecimentos comerciais tiveram que suspender seus serviços diante do longo tempo sem energia elétrica. Com o preço da conta de luz nas alturas, os usuários do sistema de energia elétrica sofrem pressão dupla, o peso da fatura na renda familiar e a frequência de interrupção no serviço.

É necessário que os órgãos de fiscalização fiquem atentos a esse serviço e monitorem a prestação que é feita dele à sociedade amazonense. O prejuízo produzido pela inconsistência do serviço é de ordem variada, financeiro e de mal-estar generalizado para as famílias que são impedidas de ter o serviço seja por pouco tempo ou por horas seguidas como ocorreu no domingo.

A situação gera especulações e pede reflexão a respeito do que está sendo feito no setor elétrico, com processo privatizador que é colocado sob o discurso de melhoria na qualidade do serviço e de garantir maior alcance social da oferta de energia elétrica. O outro lado dessa história tem sido a elevação de preços em porcentual alto e as constantes interrupções.

O valor pago na fatura da energia elétrica vem se constituindo em um dos fatores de profundo impacto na economia familiar. Ou seja, pagar a conta de luz virou uma dor de cabeça para milhares de usuários do sistema que têm de decidir se pagam a conta de luz ou se priorizam outras necessidades.

Deve-se considerar que os amazonenses e quem mora neste Estado o quanto os preços da energia elétrica, da água, do gás de cozinha e dos combustíveis estão muito alto e submetem centenas de milhares de famílias a sofrimento diante das privações impostas. Tem-se a inadimplência que, para muitos, é um constrangimento e preocupação, a real impossibilidade de arcar com todas as despesas domésticas básicas.

Há silêncio entre as autoridades no que e refere a conta de luz exatamente no momento em que controlar os preços é fundamental. Os governos precisam agir para assegurar à população níveis de proteção, não como caridade e sim como responsabilidade do administrador público que tem o dever de proteger os interesses da população.