Os potenciais do Distrito Agropecuário
A Primeira Feira do Distrito Agropecuário da Suframa, que iniciou ontem, é uma iniciativa da autarquia para começar a reverter esse quadro
A Zona Franca de Manaus foi pensada para apoiar-se em um tripé formado pela indústria, pelo comércio e pela agropecuária. A indústria mantém-se até hoje como a principal base da economia amazonense; o comércio, apesar do baque sofrido no início dos anos 1990 – com a abertura da economia nacional aos importados – mantém sua relevância, empregando até mesmo mais força de trabalho que as fábricas do Distrito Industrial. Já a agropecuária é a “perna” que não conseguiu se desenvolver plenamente, apesar do interesse dos produtores. A Primeira Feira do Distrito Agropecuário da Suframa, que iniciou ontem, é uma iniciativa da autarquia para começar a reverter esse quadro.
O Distrito Agropecuário da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é uma área específica localizada em Manaus e Rio Preto da Eva com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de atividades relacionadas à agropecuária, agricultura, pecuária e agroindústria na Amazônia Ocidental. Ele visa promover o uso sustentável dos recursos naturais da região, apoiar a produção de alimentos, o manejo florestal, a pesca, entre outras atividades agropecuárias. No entanto, diversos fatores dificultam o pleno desenvolvimento do Distrito Agropecuário, como questões de logística e acesso a mercados, o que também passa, em grande parte, pelo descaso por parte de gestões recentes na Suframa.
Apesar de tudo, há produção no Distrito Agropecuário. Há projetos em andamento com enorme potencial em segmentos como hortifruti, agricultura e artesanato. Todo esse potencial se evidencia nos produtos expostos por 32 empresas no evento promovido pela Suframa. Uma demonstração de força do Distrito dedicado ao setor primário. A atual gestão da autarquia acerta ao destacar o setor agropecuário como um importante braço da Zona Franca, o que é frequentemente ignorado. É um passo muito relevante, mas a iniciativa não pode parar por aí. Que a Feira do Distrito Agropecuário seja o prenúncio de grandes projetos agroindustriais, com tecnologia de ponta e produção de alta qualidade. Para isso, é preciso que haja uma política muito clara para o setor e atuação proativa de todas as esferas de governo para divulgar as vantagens e atrair investidores.