Manaus sáb, 24 out
A Crítica
Opinião

Os preços nos supermercados de Manaus

Vários produtos em promoção apresentam curto prazo ou seja, trata-se de descarte pago de mercadoria.

Publicado em 06/02/2024 às 09h45
Os preços nos supermercados de Manaus
Foto: Agência Brasil

Os preços dos alimentos em Manaus fazem o carnaval ruim para os consumidores. Produtos de alimentação, limpeza e de higiene pessoal mantêm valores elevados, em algumas redes de supermercados a placa “promoção” para uma lista expressiva desses gêneros o cuidado deve ser maior quanto ao prazo de validade. Vários deles apresentam curto prazo ou seja, trata-se de descarte pago de mercadoria.

Não é prática nova, ao contrário, faz parte de uma conduta que atravessa décadas e depende de pelo menos dois gestos: fiscalização efetiva, por parte dos órgãos criados para esse fim e por parte dos consumidores que fazem suas compras nesses estabelecimentos; e aplicação real da lei.

Nos supermercados as frases mais recorrente são “tá caro demais, vamos tentar noutro supermercado”, “eles estão metendo a mão” e “não tem condições, não vamos levar”.  A situação pede maior monitoramento na definição dos preços dos produtos, condições e  prazo de validade do que está sendo vendido ao consumidor nesses estabelecimentos e a apresentação transparente dos dados coletados.

O procedimento irá permitir que o consumidor tome decisão de onde fazer suas compras com alguma margem de garantia de que os valores cobrados estão dentro da faixa de preços tabelados e a qualidade dentro do que é recomendado via selo sanitário. O período pré-carnaval e do carnaval não dá licença para abusos de preços que ferem o direito de compra de parcela expressiva dos consumidores, desde que haja fiscalização nessas lojas e a divulgação de informação dos procedimentos adotados.

Outros procedimentos que os governos, por meio de secretarias/departamentos da área, podem fazer é divulgar massivamente iniciativas envolvendo feiras e mercados de pequenos agricultores. Outra ação é o de os governos aliarem-se às iniciativas de bairros e zonas da cidade que estão comprometidas em fazer a economia local circular, gerar postos de trabalho, reanimar progressivamente esse tipo de comércio e garantir que  os consumidores encontrem nesses ambientes possibilidades de boas compras o que envolve a qualidade dos produtos e os preços justos.

Nesse momento o que se tem está longe disso. Preços altos, produtos que deveriam, no mínimo, ter informações facilitadas com letras maiores e cores diferentes mostrando o que está em promoção e as condições desse produto. Acessar essas informações é um desafio às armadilhas contidas em letras miúdas e com ranhuras nas etiquetas.