Os títulos do Amazonas denunciam os problemas
O Amazonas aparece com dados negativos quanto à preservação da floreta e das condições de moradia. É o Estado que mais desmatou e o que tem o mais elevado porcentual de moradias informais, a capital, Manaus aparece, no item habitação precária em segundo lugar, depois de Belém.
Esses são alguns dos dados que expõem realidades e pedem a ação governamental efetiva para enfrentar tais situações. Não são os únicos. Na folia dos leilões para o 5G, o Amazonas tem um longo trabalho pela frente para que os municípios sejam contemplados com a nova tecnologia. Até esse momento, somente sete cidades brasileiras possuem condições de operar a quinta geração de telefonia celular.
Na Região Norte, os municípios considerados mais distantes sequer conseguiram usufruir os recursos de telefonia celular que já são considerados obsoletos. A série de projetos de telefonia anunciados por governos e empresas não foi levado adiante, ficou como intenção ou discurso eleitoreiro. Para a maioria dos serviços privatizados, as cidades economicamente mais pobres são descartadas como lugares para investir, o resultado tem sido estimular a privatização, encolher as responsabilidades estatal e deixar abandonados os que estão descartados pelos grupos empresariais.
O ritmo de desmatamento no Amazonas demonstra que os órgãos de controle não estão controlando, ao contrário, afrouxam regras e vigilância para que os incêndios, a derrubada das árvores e as ações em cadeia, ilegais, prossigam. O Estado deverá pagar preço alto por esse descontrole ou pela opção pelo desmatamento devendo perder parceiros internacionais que financiavam iniciativas alternativas à devastação.
Outros estados amazônicos são relatos vivo do que acontece quando devastar e abrir espaço ao agronegócio, à soja e ao gado são as linhas principais de desenvolvimento. A maioria da população vive em situação de pobreza e é vítima de violências generalizadas e enquanto uma minoria se beneficia dos lucros desses negócios.
A ideia de fazer do Amazonas o “Estado mais verde do Brasil” está indo embora junto com as cinzas do fogo que não para de queimar e de matar. O governo estadual vem se submetendo à linha de atuação do governo federal que repete a velha posição de situar a Amazônia como um problema para o Brasil.