Paralimpíadas, para seguir no clima
Esporte é ferramenta de inclusão e transformação
Se você, assim como eu, está virando noites torcendo para nossos atletas, se tornando especialista em esportes que até pouco tempo nem conhecia e se emocionando com história de força, garra e superação, lhe convido desde já para acompanhar a competição onde todos esses sentimentos são elevados. As Paralimpíadas.
Os Jogos Paralímpicos são o segundo maior evento do mundo. O acontecimento, que é pura emoção, vai muito além da competição, além de gerar visibilidade aos atletas, são muito importantes para mostrar e incentivar as pessoas com deficiência. O evento, marcado para 2020, mas adiado para 2021 devido a pandemia do coranavírus, começa em agosto, 24, e se estende até o dia 5 de setembro. Neste ano, 253 atletas vão representar o Brasil em 20 modalidades paraolímpicas.
Os Jogos Paralímpicos representam a importância da inclusão social e da valorização dos atletas com deficiência. Além de mostrar histórias de superação, dão visibilidade e reforçam o debate sobre diferentes questões que envolvem o direito da pessoa com deficiência na sociedade. Em 1948, Ludwig Guttman organizou um evento no Reino Unido com o objetivo de criar uma competição para os veteranos da Segunda Guerra Mundial que ficaram com lesões na coluna vertebral. Além da reabilitação, essa era uma forma de melhorar a autoestima dos competidores. Com isso, 10 anos depois, os jogos começaram a ser organizados como Olimpíadas, recebendo atletas de diversos países.
Assim, as primeiras modalidades presentes na competição passavam por arco e flecha, atletismo, dardos, sinuca, até natação, tênis de mesa, esgrima em cadeira de rodas e basquete em cadeira de rodas. Desde então o evento ocorre a cada quatro anos, assim como os Jogos Paralímpicos de Inverno, que tiveram sua primeira edição em 1976, com sede em Örnsköldsvik, na Suécia.
Em 2000, os Jogos Paralímpicos que ocorreram em Sydney, capital do estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, receberam mais de 3.840 atletas de mais de 120 países. Foi nessa edição que as Paralimpíadas atraíram de vez o interesse de parte do público.
O movimento Paralímpico vem conquistando a atenção e o respeito de milhões de pessoas em todo o mundo. Palavras como superação, atitude, garra, força, esperança, confiança, fé e principalmente perseverança fizeram com que os Jogos Paraolímpicos transformassem no segundo maior evento do mundo e, o excelente desempenho conseguido pelos atletas brasileiros foi responsável pelo surgimento de verdadeiros heróis nacionais, como por exemplo o nadador Clodoaldo Silva, ganhador de seis medalhas de ouro e uma de prata em Atenas, 2004.
Na edição de 2021, cerca de mais de 5 mil atletas dos cinco continentes participam dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, disputando entre as 22 modalidades presentes na competição. Os Jogos Paralímpicos possuem vagas para diferentes deficiências, entre as principais, atletas que possuem cegueira, amputações, mobilidade reduzida, paralisia cerebral ou deficiência mental. A comissão organizadora do evento é formada por vários Comitês Paralímpicos Nacionais e mais quatro federações desportivas internacionais. Nesta edição, os atletas brasileiros que vão disputar os jogos em Tóquio fazem parte da maior delegação paralímpica para uma edição fora do Brasil – 159 homens e 94 mulheres. A modalidade com maior número de competidores segue sendo o atletismo, com 64 representantes e 18 atletas-guia. Em seguida, a natação com 35 atletas. Os nossos atletas convocados para as modalidades de natação e halterofilismo estão entre os oito melhores do ranking mundial.
Cerca de 95% dos atletas que vão participar dos Jogos Paralímpicos de Tóquio recebem o Bolsa Atleta, um programa de auxílio financeiro, dividido em categorias de acordo com o nível de cada atleta, para que possam se dedicar à preparação dos jogos. Nesse sentido, são eleitos atletas de alto rendimento praticantes de esportes que compõem os programas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Sabemos do desafio que é ser atleta de alto rendimento no nosso país e as dificuldades quando falamos em paratetlas só aumentam. Falta de patrocínio e CTs (Centros de Treinamento) adequados são as principais barreiras que nossos representantes paralímpicos enfrentam. Investimento e incentivo é fundamental para transformar essa realidade.
E dentre os 253 paratetlas brasileiros teremos uma representante amazonense. A atleta Laiana Rodrigues, da seleção brasileira de vôlei sentado, conquistou a medalha de bronze, primeira do Brasil na modalidade, nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. A oposto da seleção foi convocada novamente e está no momento reunida com a seleção em treinamento para os jogos. Vai Laiana. Estamos torcendo por você!
A Paralimpíadas começa no dia 24 de agosto e vão até o próximo dia 5 de setembro.
Laiana Rodrigues. Fonte Acervo
#ParaTodosVerem Foto de mulher em um ambiente de ginásio de esportes. Posa à frente de um banner com fotos diversas. Usa uma camisa azul escuro com detalhes amarelos e a bandeira do Brasil no lado esquerdo do peito e segura nas mãos uma bandeira do estado do Amazonas.
Mascote Oficial Paralimpíadas 2020
O nome da mascote das Paralimpíadas, Someity, vem da palavra japonesa “someiyoshino”, a popular flor de cerejeira. Suas cores — o rosa e o branco — também fazem referência à flor.