Manaus qua, 21 out
A Crítica
Opinião

Patrimônio depredado

Publicado em 16/09/2018 às 14h21 · Atualizado em 13/03/2022 às 22h25
Patrimônio depredado

O centro histórico de Manaus, com atrações do porte do Teatro Amazonas e do Palácio da Justiça – que refletem os 348 anos da capital – teria tudo para ser um ótimo lugar para se visitar à noite. Mas a falta de iluminação em espaços públicos como a Praça da Matriz e a Praça da Saudade torna tais lugares perigosos para visitação, facilitando a ação de criminosos e atraindo usuários de drogas. O que deveriam ser espaços para passeio e convivência ficam abandonados, desperdiçando um grande potencial turístico.

Precisamos cuidar melhor da nossa cidade. As lâmpadas das praças são furtadas e as luminárias são destruídas por falta de policiamento adequado. Não vai adiantar trocar as lâmpadas e reformar as praças, como foi feito há pouco tempo na Praça da Matriz, se a segurança não for reforçada. Os criminosos vão agradecer e roubar tudo novamente.

Uma estratégia para coibir o vandalismo no patrimônio público precisa ser posto em prática com urgência. A Polícia Militar, a guarda municipal e própria população precisam reagir contra essa violência. A Prefeitura de Manaus, a quem compete cuidar das praças da cidade precisa assumir a responsabilidade de encabeçar essas ações.

Infelizmente, as praças do Centro não são os únicos exemplos de vandalismo e falta de segurança. A ponte metálica Benjamin Constant, que fica na avenida Sete de Setembro recebeu obras de revitalização em 2009, quando uma bela iluminação enchia os olhos de quem passava no local à noite. A cena de cartão postal durou pouco. Não demorou para que as lâmpadas e a fiação fossem roubados. Uma nova iluminação foi instalada, apenas para ser alvo de novo saque. O poder público desistiu, e hoje, a ponte mantém apenas iluminação básica.

O mesmo pode se dizer da iluminação da Ponte Rio Negro, outro cartão postal que teria tudo para ser uma das mais belas imagens de Manaus à noite, mas também teve lâmpadas e fiação roubados mais de uma vez. Milhares de reais se foram pelo ralo – além dos que se perderam na própria construção da ponte.

Não podemos desistir. É inaceitável que a criminalidade vença. O poder público não pode deixar de tomar uma atitude pensando na ação futura de bandidos. É preciso agir pela cidade e prevenir os atos de vandalismo, punindo os criminosos.