Pelo direito à vida das mulheres
O feminicídio é a expressão do ato final da violência com o assassinato da mulher.
O 25 de novembro é o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra a Mulher, um momento a mais para promover debates e reflexões sobre a cultura da violência de gênero em todo o mundo e na qual o Brasil, em particular o Amazonas, tem participação expressiva.
Em nível nacional, a taxa média de assassinato de mulheres alcançou o porcentual de 16.2% de aumento, com o registro de 1.153 mortes até julho deste ano. No Amazonas, o dado é mais alto, 35,9% na comparação entre igual período de 2022 e 2023. Os estudos acadêmicos nacionais e regionais apontam que diariamente 3.81 mulheres são mortas no Brasil. O feminicídio é a expressão do ato final da violência com o assassinato da mulher.
Uma pergunta, feita por vários coletivos de luta pela garantia dos direitos humanos da mulher e contra a violência é: quantos dias serão necessários para que a sociedade, as instituições e os poderes do Brasil tomem decisões que funcionem na defesa efetiva da vida da mulher? O questionamento posiciona uma leitura crítica, a de que a luta pelo direito à vida da mulher deve ser feita todos os dias e envolver, cada vez, os setores sociais, os espaços privilegiados de formação, como as escolas, as universidades.
A redução do feminicídio desafia a todos que se interessam na superação dessa realidade drástica. Pesquisas mostram que, se houver determinação política contínua, serão necessárias iniciativas permanentes, firmes e o mais coletivas possíveis para que em gerações futuras, se possa declarar que as mulheres nesse país ou nessa cidade dispõem de padrões de qualidade em garantia da vida. Se a cultura da violência é a grande beneficiada nos arranjos de governos, das instituições e da sociedade, a longevidade vigorosa do feminicídio é o que se apresenta.
No cenário de morte as mulheres que o Brasil vive, com índices variados por regiões, o Nordeste é o que apresenta redução nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2023, da ordem de 5.6% ou 187 assassinatos. O Mato Grosso do Sul, a maior, 5.54%, de acordo com os dados de agosto de 2023 do Monitor de Feminicídio, seguido por Roraima com 5.38%. O domingo é o dia em que mais ocorrem as mortes de mulheres.