Ponto para a Democracia
O resgate dos brasileiros e palestinos encerra semanas de angustia tanto dos que estavam impedidos de sair quanto dos familiares e amigos
O resgate dos brasileiros e palestinos que hoje (14) já estarão no Brasil encerra semanas de angustia tanto dos que estavam impedidos de sair da Faixa de Gaza quanto de seus familiares e amigos. O governo brasileiro encerra assim uma das operações mais delicadas nos últimos tempos.
São 22 brasileiros e 10 palestinos familiares de brasileiros que agora no Brasil necessitam de amplo apoio para se recuperarem. A operação posiciona a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Itamaraty em outro nível após um período de fragilização e até descrédito.
Esse grupo de pessoas conseguiu, em condições profundamente adversas, receber atenção da diplomacia brasileira, habitação, alimentos, medicamentos, água e acompanhamento psicológico.
Trata-se de um serviço que inova em alguns aspectos em nível mundial e poderá estabelecer outros parâmetros. O Brasil liderou as ações de retirada dos brasileiros e acompanhou, no caso desse último grupo, o avanço das ameaças e de medidas de retaliação como a retenção desses brasileiros e palestinos por tempo mais longo.
Esse é um episódio com final feliz, em alguma medida, pois, alguns dos que estão no Brasil deixaram familiares em Gaza. Chegam divididos. Também é o exercício diplomático em elevado grau e diante de muita pressão, críticas, apostas para que o trabalho de resgate sofresse outros atropelos e, até uma criticada visita do embaixador de Israel do Brasil ao Congresso Nacional.
A guerra, em escala elevada, é hoje tema de gigantescas mobilizações em diferentes regiões do mundo a fim de que seja cessada, que os governos do mundo atuem para impedir à continuidade da morte de inocentes.
O Brasil, de acordo com o governo federal, continuará atuando e sinalizou com outro voo para retirar brasileiros também afetados e retidos em países vizinhos a Israel, bem como que manterá assistência aos que já estão em território nacional e estão sem trabalho, moradia, doentes, desesperados.
Vários coletivos vêm se mobilizando para apoiar essas vítimas e minimizar a angustia e o desespero. É um movimento importante porque age para acolher e promover a paz, o respeito em ambiente marcado pelo ódio e conflitos.