Por um mundo mais saudável
Neste dia 7 de abril, diante do cenário global – em especial o que se observa no Brasil – torna-se muito difícil até mesmo lembrar que se trata do Dia Mundial da Saúde. A efeméride foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, para coincidir com a data de criação da própria entidade. Assim, é fato que, pela primeira vez na história, a data ocorre em meio a uma pandemia. Com tantas pessoas perdendo a vida diariamente, além de todas as demais consequências da tragédia causada pelo novo coronavírus e suas variantes, até esquecemos que não se trata da primeira crise sanitária de proporção mundial – embora já possa figurar entre as mais graves.
O Dia Mundial da Saúde foi criado para conscientizar o mundo a respeito da importância de promover qualidade de vida, considerando todos os fatores que afetam a saúde populacional. A cada ano, um tema é adotado pela OMS, e o tema deste ano não poderia ser mais oportuno.
O tema proposto pela OMS, “Construindo um Mundo Mais Justo e Saudável”, de cara, tem a virtude de nos lembrar algo que vem sendo esquecido em alguns círculos. Lembra-nos que o mundo não vai acabar. Não estamos diante do apocalipse final. Esta pandemia, com as outras que a precederam, vai passar, e nos restará um mundo – ainda que duramente marcado – para reerguer. Diferentemente do que pregam algumas seitas fundamentalistas, o mundo não chegará ao fim com a atual pandemia do novo coronavírus. Um novo mundo vai emergir desta emergência sanitária. O tema proposto pela OMS nos remete a um futuro próximo, sem pandemia, no qual teremos que enfrentar questões diretamente relacionadas à saúde de todas em escala global.
Espera-se que, nessa nova realidade, perceba-se a relevância da ciência em contraponto à onda conservadora e pseudorreligiosa que vem avançando por aqui nos últimos anos. O mundo pós-pandemia será menos globalizado do ponto de vista físico, mas estará, na verdade, mais conectado do que nunca. A comunicação virtual deve dar um salto gigantesco nos próximos anos e a responsabilidade de cada país com possíveis riscos sanitários – e as respectivas medidas preventivas – também darão um salto na mesma proporção.
Neste dia 7 de abril, há, sim, o que celebrar. Apesar dos tropeços, estamos no rumo de vencer a pandemia – a despeito da possibilidade de uma terceira onda. Venceremos, e vamos construir um mundo mais saudável e justo para todos.