Manaus ter, 20 out
A Crítica
Opinião

Preço dos combustíveis

Publicado em 12/06/2019 às 11h46 · Atualizado em 13/03/2022 às 21h43
Preço dos combustíveis

Os protestos de motoristas de aplicativos em Manaus, na manhã de ontem, retomam situações que têm sido deixadas de lado ou tratadas com enorme lentidão. Por que demora tanto o efeito da redução do preço dos combustíveis na cidade de Manaus e nos demais municípios do Amazonas? Quando é que as autoridades do Estado irão tomar providências para resolver o problema?

Há nítida falta de respeito com os motoristas quando a informação tornada pública revela-se uma farsa. E pior, quando são anunciadas providências que não se cumprem e deixam a população feito marionete. No caso dos combustíveis, os anúncios de redução de preço estão sendo transformados em pesadelo para os motoristas porque são impulsionados por tais informações e ao chegar aos postos deparam-se com valores elevados. São várias as implicações desse tipo de comportamento, levam ao entendimento de que há um tipo de pacto em vigor que arrasta o preço alto ao limite máximo e obriga os consumidores a arcar com esses valores; provoca revolta, pois, entre o anúncio de redução de preço, cujo efeitos políticos-eleitorais são recorrentes, e a realidade há diferença enorme o que poderá levar a outras reações.

Esse descompasso repetitivo leva ao entendimento de que as autoridades públicas não estão se importante com os apertos vivenciados por amplos setores da população. É como se os direitos desses setores estivessem sendo ignorados e essa postura fosse normal. Não há explicação tecnicamente convincente que justifique o não repasse da redução de preços por parte das distribuidoras. O Poder Legislativo tem sido cúmplice nesse tipo de ação quando retarda a discussão, a fiscalização e um posicionamento firme que permita à sociedade ter respostas mais efetivas.

A situação de desemprego, o arrocho salarial e a elevação dos preços de inúmeros serviços básicos estão, em conjunto, produzindo mais dificuldades a maioria da população amazonense. Garantir que os preços rebaixados sejam efetivados em curto tempo deveria ser uma das tarefas estratégicas e imediatas do governo e dos poderes instituídos para evitar o colapso. Ao contrário, a morosidade na tomada de decisão aparece em primeiro plano. Nesse aspecto, o que se acentua é o descaso e, para os que se sentem lesados,  ampliar os protestos.