Preço elevado e falta contínua de energia elétrica
Pequenos e microempresários relatam a repetição na falta de energia, a falta de informação sobre os dias e o tempo de duração que ficarão sem o serviço
Enquanto o futuro da Amazonas Energia é decidido, o dia a dia dos usuários da distribuidora é mesclado por interrupção no fornecimento da energia em períodos curtos e longos. Pequenos e microempresários relatam a repetição na falta de energia, a falta de informação sobre os dias e o tempo de duração que ficarão sem o serviço.
Há prejuízo de todas as ordens. Perda de produtos alimentícios, cancelamento de serviços, aborrecimentos e dados às finanças e à saúde mental. Na sexta-feira (18), por mais de 90 minutos, um trecho da avenida Jornalista Umberto Calderaro ficou sem energia elétrica. O problema atingiu residências e pequenos negócios daquela região. Diante da longa demora sem o serviço, vários estabelecimentos foram fechados mais cedo, pois, não houve informação sobre quando o fornecimento seria restaurado.
Um empresário do setor de alimentos observou ser frequente a interrupção e que eles buscam reduzir os prejuízos na justiça embora tenha observado o desgaste desse procedimento de recorrer à justiça e o tempo tanto na efetivação do procedimento quanto de espera. “Não deveríamos ter que passar por situação dessa natureza e de forma repetida, já denunciamos, pedimos providências dos órgãos públicos e nada foi alterado até agora”, desabafou o empresário enquanto tentava salvar alguns produtos e fechar o estabelecimento sob a lanterna do aparelho celular.
Em outras regiões da cidade também foram registradas ocorrências de falta de energia. Com temperatura elevada em Manaus, um problema agrava o outro e, juntos, transformam a vida de milhares de pessoas em agonia. Há sentimento de revolta por parte de parcela de consumidores que dependem da companhia, apontam os valores elevados na conta de luz, com faturas apresentadas até dois meses antes do vencimento e um precário prestação de serviço.
Moradores dos bairros Japiim I e II disseram ter recebido no início de outubro a conta de luz do mês de dezembro e com valores que ultrapassam a R$ 1,2 mil quando afirmam não haver consumo em suas residências que justifiquem o custo da luz elétrica.
Os órgãos de fiscalização têm uma demanda para verificar e fornecer, de maneira transparente, informações que possam esclarecer o que está acontecendo e como os consumidores podem defender seus interesses e vê-los assegurados. Até agora, o resultado mais presente é de prejuízos.