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A Crítica
Opinião

Produção de soja, danos ambientais e estudos

No sul do Amazonas, as advertências e denúncias sobre os prejuízos produzidos pelo arco do fogo e arco da expansão da soja no Norte do Brasil, não conseguiram mudar a rota dos efeitos do desmatamento e do fogo para abrigar os plantios da soja, o arroz e o milho.

Publicado em 17/04/2025 às 09h00
Produção de soja, danos ambientais e estudos
Foto: Agência Brasil

Maior produtor mundial de soja, o Brasil espera confirmar as projeções de um novo recorde este ano, com 168,7 milhões de toneladas. O que mostra balanço mensal de
oferta e demanda da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O
cultivo do grão ocupa área de 44.062,6 milhões de hectares e envolve conflitos e controvérsias quanto à expansão de campos destinados a essa cultura, danos socioambientais causados.

No sul do Amazonas, as advertências e denúncias sobre os prejuízos produzidos pelo
arco do fogo e arco da expansão da soja no Norte do Brasil, não conseguiram mudar a rota dos efeitos do desmatamento e do fogo para abrigar os plantios da soja, o arroz e o milho.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do
Estado do Amazonas (IDAM), no município de Humaitá, a fronteira agrícola está em processo de expansão com mais de 3 mil hectares de soja, 2,1 mil hectares de arroz e 400 hectares de milho. Pesquisas científicas podem responder a algumas das demandas feitas às empresas produtoras da soja e reduzir alguns dos danos provocados pelo uso de fertilizantes.

Matériapublicada pela Agência Fapesp, em 14 de abril,mostra resultados positivos dos experimentos com novo isolado bacteriano, o PGPR (sigla em inglês para rizobactérias promotoras do crescimento da planta). De acordo com o biólogo e pesquisador Leandro
Fonseca de Souza, do Laboratório de Genética de Microrganismos da Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a combinação do PGPR com rizóbios, propiciou maior crescimento e produção de vagens nas plantas sem que os microorganismos lançados ao meio ambiente provocassem impacto na estrutura da
comunidade microbiana nativa.

O destaque feito é que o estudo inova ao demonstrar que o uso do microrganismo
em campo traz pouca influência sobre a diversidade das funções potenciais naturais do
solo. O pesquisador indica que, mesmo quando a diversidade funcional foi influenciada, o
efeito teve curta duração, perdido ao fim de um ciclo de produção de soja. Leandro de Souza considera que tais evidências se somam à segurança ambiental no uso do RZ2MS9 em coinoculação com bioinsumos já existentes no mercado para a cultura de soja. O que
representaria nova etapa na relação cultivo desse grão e danos ambientais.