Manaus seg, 26 out
A Crítica
Opinião

Renovação na CMM

Publicado em 17/11/2020 às 10h43 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h30
Renovação na CMM

A primeira etapa das eleições deste ano terminou e definiu uma renovação de 56% na Câmara Municipal de Manaus. Apenas 18 dos 41 vereadores conseguiram a reeleição para um novo mandato. O resultado das urnas deixou de fora muitos medalhões que tentavam se manter ou retornar ao Legislativo, mas foram reprovados pelos eleitores. Trata-se de um recado de peso tanto para os 23 novos parlamentares, como para os reeleitos. Materializa-se a principal característica da democracia, o poder do povo, a capacidade de eleger e de reprovar seus representantes por meio do voto. Foi a resposta popular à fraca atuação da Câmara nos últimos anos, quando silenciou diante de temas de suma importância para a cidade. Muitos vereadores da atual legislatura tiveram atuação tão apagada que deixam o Parlamento tão desconhecidos como entraram. Pouco a pouco nossa democracia vai dando sinais de amadurecimento.

O que se espera é que o novo Parlamento, renovado em mais da metade para a próxima legislatura, seja mais atuante que a composição atual da Casa. Os novos e velhos parlamentares não podem perder de vista a grande responsabilidade que lhes é confiada pelo povo. Diferente do que alguns mandatários podem pensar, a votação expressiva em uma eleição não é garantia de votos cativos para os pleitos seguintes. É preciso dar uma resposta à população. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar.

O Parlamento Municipal precisa recuperar o protagonismo, envolver-se decisivamente nos tantos problemas que a cidade enfrenta, fiscalizar de maneira mais ativa as ações do Executivo e promover melhorias com impacto positivo na vida da população. A Câmara precisa assumir um novo dinamismo. Para isso contará com 23 novos vereadores. Entre os estreantes há empresários, militantes de projetos sociais, militares, advogados e pastores entre outros. Eles têm quatro anos para mostrar serviço e iniciar a vida na política com pé direito.

Quatro anos para romper como o fisiologismo, com a inércia que toma conta de muitos parlamentares no decorrer do mandato, da subserviência ao Executivo e aos caciques de plantão no próprio Parlamento. Os novos parlamentares conquistaram a oportunidade de mudar para melhor a cara do Legislativo Municipal, e os reeleitos ganharam uma nova chance para fazer a diferença.