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A Crítica
Opinião

Resposta à nova ameaça viral

Publicado em 30/01/2020 às 12h26 · Atualizado em 13/03/2022 às 21h03
Resposta à nova ameaça viral

O atual surto de uma nova cepa de coronavírus deixou o mundo todo em alerta e, no Brasil, não poderia ser diferente. A ameaça que surgiu na China e rapidamente se espalhou matando mais de uma centena de pessoas e obriga nações a redobrar os esforços para evitar a todo custo uma epidemia global.

Até ontem (29), as autoridades de saúde anunciaram que o coronavírus já havia causado a morte de 132 pessoas, com 6.065 casos confirmados no mundo, sendo 98% das infecções na China. O combate ao surte exige aplicação de uma estratégia conjunta por parte da comunidade internacional.

No Brasil, onde até ontem (29) havia nove casos suspeitos em seis Estados, a resposta do governo não pode ter a mesma velocidade queloniana que tiveram as crises ambientais das queimadas na Amazônia e do óleo nas praias do Nordeste. Felizmente, o Ministério da Saúde não está entre as pastas lotadas sob o critério ideológico.

Até o momento, o ministro Luiz Henrique Mandetta tem sido uma das exceções na equipe de governo, com atuação técnica, decisões acertadas, e sem declarações polêmicas ou descabidas, condizente com a postura que se espera de um ministro. E essa assertividade vem sendo vista na condução da crise. 

O governo brasileiro vem monitorando os casos suspeitos e elevará o grau de risco ao nível 3, de “emergência em saúde pública” em território nacional, quando o primeiro caso de coronavírus no Brasil for confirmado, o que pode acontecer hoje (30), com a divulgação do resultado do exame de uma paciente de 22 anos que retornou da China com os sintomas do vírus. A possível confirmação do primeiro caso deve motivar a adoção de um novo conjunto de medidas preventivas.

A crise atual é, também, um alerta sobre os protocolos de segurança diante da ameaça de epidemias globais. Os países precisam ter planos de contingência uniformes e atualizados, algo que não pode esbarrar em divergências geopolíticas. Da mesma forma, a expansão do novo coronavírus também deve fomentar o debate sobre medidas para evitar que esses microorganismos saltem de seus hospedeiros naturais e atinjam humanos.

 O vírus pode ter infectado pessoas mediante contato com carne de cobras no mercado de Wuhan, na China. Um comércio tradicional, mas que pode oferecer um perigo terrível para todo o mundo.

Foto: EPA