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A Crítica
Opinião

Reta final para decidir

Na reta final para a festa da democracia, o eleitor não pode se deixar influenciar por mentiras. Não se pode permitir que o voto seja influenciado por informações tiradas de contexto, calúnias e outros ataques igualmente ilegais

Publicado em 28/10/2022 às 08h52
Reta final para decidir
Foto: Agência Brasil

Termina nesta sexta-feira o horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na Televisão. As últimas inserções vão ao ar hoje, pela última vez, no cronograma determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – em dois blocos distintos, pela manhã e tarde no rádio, e pela tarde e noite na TV. Hoje também é o último dia para veiculação de publicidade paga na imprensa e realização de debates entre os candidatos. É notório que a propagando oficial nesses veículos vem perdendo peso nas últimas eleições.

Em 2018, pela primeira vez, um presidente foi eleito mesmo dispondo de tempo ínfimo de propaganda oficial no primeiro turno. Outros canais ganharam destaque, sobretudo os relacionados às mídias digitais. A propaganda oficial termina nesta sexta, mas a campanha extraoficial deve continuar a todo vapor nas redes sociais até o final da votação no domingo. O eleitor precisa ter máximo cuidado com essas veiculações que já estão invadindo nossos smartphones diariamente, baseadas na divulgação de peças anônimas que podem trazer informações equivocadas e mesmo mentiras deslavadas a respeito dos candidatos. 

O filtro dessas informações pode ser feito por meio de checagem de dados na própria internet, onde diversos veículos se dedicam a checar dados, desmentir fake news e confirmar informações verdadeiras. A repressão a esse tipo de campanha suja nas redes ainda não é capaz de combater adequadamente tais práticas. Quem sabe em futuros pleitos possamos contar com ferramentas mais eficazes contra as mentiras eleitorais, mas por enquanto, teremos que contar com o bom senso do eleitor, a quem cabe perceber a falsidade travestida de notícia. Preferir meios oficiais e confiáveis de informação é uma prática que deve ser cultivada. Jornais e portais que acumulam tradição e boa reputação de longa data estão aí para servir à população. 

Na reta final para a festa da democracia, o eleitor não pode se deixar influenciar por mentiras. Não se pode permitir que o voto seja influenciado por informações tiradas de contexto, calúnias e outros ataques igualmente ilegais. É hora de fazer uma avaliação serena, ponderar com tranquilidade e comparecer às urnas domingo para decidir o futuro do País com responsabilidade.