Manaus seg, 19 out
A Crítica
Opinião

Riscos da flexibilização

Publicado em 10/08/2021 às 11h29 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h35
Riscos da flexibilização

Os níveis de flexibilização adotados pelos governos do Amazonas e de Manaus em relação as atividades e serviços preocupam. Mesmo com medidas restritivas nesse período de pandemia, o que se contata na capital é expressivo desrespeito no que se refere à observação das normas de prevenção à Covid-19, com o afrouxamento delas, a circulação do vírus tende a ser maior e mais facilitada.

As medidas que envolvem o retorno presencial às aulas também por resolução do Conselho Nacional de Educação (CNAE), do dia 5 de agosto, a abertura por períodos mais longos de bares e restaurantes, e de outros serviços diante de uma maioria de jovens não vacinados é um problema.

A preocupação se torna real diante do avanço da cepa Delta do vírus que aumenta no número de contaminados na região do Alto Solimões, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A campanha pública pela adoção e manutenção das medidas restritivas está sendo encolhida e mesmo engolida por outras campanhas de apelo ao consumo como forma de aquecer os negócios e a própria economia.

Não se ignora o tempo longo em que as pessoas foram isoladas e tiveram que adotar outra conduta social, pelo menos a maioria delas, considerando que uma parte ignorou a ameaça de contaminação pelo novo coronavirus e continuou se comportando como se nada estivesse ocorrendo. Lamentável e necessário lembrar e criticar sempre a postura de agentes públicos, como o presidente da República, de ministros, diretores, de governadores e prefeitos que assim se posicionaram enquanto o número de contaminados e de mortos só aumentavam.

O País que flexibiliza e programas grandes festas para o final deste ano e começo de 2022 já se aproxima de 570 mil mortos e mantém média de 900 mortes por dia. Se esses números não servem para que a inteligência e os interesses governamentais sejam tratados noutra perspectiva e a partir de ações que agilizem o número de vacinados, em segunda dose, nacionalmente, irão prevalecer as condutas pró-adoecimento e mortes de brasileiros e na continuidade do sofrimento e da dor daqueles que são atingidos pela pandemia do coronavirus e suas cepas. Em Manaus, a cidade símbolo do laboratório da morte, essas condutas já estão acontecendo com aparente normalidade.