Manaus dom, 25 out
A Crítica
Opinião

Saudação ao ano novo

A energia mobilizada para celebrar o nascimento do ano, de modo geral, está distribuída nos mais bonitos desejos

Publicado em 02/01/2024 às 08h57
Saudação ao ano novo
Foto: Márcio Silva/A CRÍTICA

A chegada de um outro ano é celebrada, na maioria das culturas, como algo novo e carregado de sentimento da alegria e de celebração pelo bom acontecimento. Assim se deu a passagem de bastão do ano de 2023 para o de 2024. Os fogos de artifício ainda desenharam paisagens no céu e, na terra, milhares dançam, cumprem rituais em nome de que este seja um ano bom e justo.

A energia mobilizada para celebrar o nascimento do ano, de modo geral, está distribuída nos mais bonitos desejos e que nessa atmosfera muitos se envolvam a fim de que os bons projetos proliferem na dimensão mais justa e mais coletiva, de inclusão e de efetiva participação dos diferentes segmentos sociais. A fraternidade não pode ser um mero recurso do discurso raro, e sim uma conduta de princípio tornando-se cultura.

É nessa prática, como ficou evidenciado nas diversas tragédias do ano passado, que milhares de vidas foram salvas em todo o mundo, alimentos alcançaram multidões de famintos, remédios atenuaram ferimentos e dores de tantos e mutirões ergueram casas, escolas, centros de acolhimento aos desesperados.

Compreender o exercício da fraternidade como um dos instrumentos eficazes para enfrentar situações de ameaça, dos desastres naturais e aqueles por ação humana, a voracidade nos ganhos e lucros de uns poucos é uma das tarefas do presente aos que estão comprometidos com a proposta de consertação nas  cidades, nos estados  nos países.

A Amazônia como parte estratégica da terra ou mesmo um dos presentes das divindades à humanidade estará nesse novo ano no centro dos debates mundiais e, desta vez, outros atores, para além dos governos, exigem presença no palco das falas e das tomadas de decisões.

Nesta região vivem uma parcela de cidadãos e de pessoas que sequer alcançaram cidadania, povos originários em situação de ameaça e recursos naturais, muitos já mapeados, um histórico sistema de privatização dos bens públicos e da natureza, e elevado nível de especulação das terras, do solo e subsolo.

Também proliferam os negócios de grupos narcotraficantes que ampliam seus braços até alcançar poderes instituídos e se colocarem como os detentores de poder.

Enfrentar a rede da ilegalidade aberta e alargada na Amazônia é um dos trabalhos deste ano. Atuar para curar as dores dos humanos e dos outros sujeitos da Natureza pede educação esclarecedora, sensibilidade e nova governança.