Saúde precisa de determinação
Saúde pública é uma das questões que não têm trégua enquanto proposta de resolução dos entraves à boa realização das ações de atenção integral ao bem-estar da pessoa. No caso do Amazonas, a tentativa de superar a política governamental e instituir uma política pública de saúde não conseguiu se completar e o cenário atual demonstra o quanto a área está fragilizada e programas desmontados.
Atingido duramente pela decisão do governo federal de reestruturar o programa Mais Médico, o Amazonas padece com falta de médicos dispostos a atuarem nas comunidades mais distantes e mais complexas. Significa dizer que o que era ruim ficou péssimo, as dificuldades foram ampliadas enquanto doenças que estavam sob controle ou mesmo fora do mapa reaparecem como epidemia e não há alcance governamental para enfrentar o problema.
A reforma de hospitais na região do Alto Solimões é um dado animador. O Governo Estadual que acaba de anunciar a recuperação de unidades de saúde do Alto Solimões toma uma decisão correta e terá a oportunidade de aprofundar informações sobre a realidade das populações dos municípios dessa região no que diz respeito a estrutura de atendimento à saúde. É precária e pede respostas urgentes, com processos de recuperação que façam a diferença no trato do dinheiro público: aplicar a verba na finalidade para a qual foi destinada e conseguir comprovar, de forma clara, que assim foi feito.
A maioria das populações do Alto Solimões e das outras grandes regiões do Amazonas não tem tempo para esperar diante do agravamento da situação em que se encontra com indicadores de desnutrição, as recorrentes doenças gastrointestinais, anemia, falta de recursos de informação e financeiro para ter acesso a alimentação mais adequada, o que demonstra a manutenção de um velho problema, as ações de saúde realizadas principalmente para tratar as doenças e não prevenir o aparecimento delas.
O início da recuperação de unidades de saúde no Alto Solimões é um teste para o governo. A região tem sido tratada por longo períodos de esquecimentos governamentais e, na questão da saúde, é emblemático os casos de desvios de recursos públicos destinados à melhoria da infraestrutura com históricos de hospitais fechados e equipamentos deteriorados pelo tempo.