Manaus ter, 27 out
A Crítica
Opinião

Segurança nas escolas exige ação coletiva

O que não pode ocorrer é que o assunto seja minimizado e sirva de justificativa para a não tomada imediata de providências.

Publicado em 06/04/2023 às 08h33
Segurança nas escolas exige ação coletiva
Foto: Reprodução

A instabilidade gerada à comunidade escolar é elevada e deve ser percebida pelos governos, nos três níveis, e pelas organizações representativas de professores, servidores e de estudantes como situação urgente-emergente. O que fazer diante de ameaças e de ataques a escolas, perpetrados por membros da comunidade ou extraescolar? É possível adotar medidas de prevenção? Que tipo de medida pode ser adotada e a partir de quais indicadores?

A saúde mental de professores, funcionários e estudantes, de acordo com vários estudos, está afetada já a alguns anos e agravou com a pandemia da Covid-19. Os acontecimentos trágicos envolvendo professores e estudantes em plena atividade impactam mais ainda e esse componente deve ser considerado nas formulações técnicas para enfrentar as ameaças e os ataques a escolas.

Experiências, por enquanto com alguns resultados que mobilizam a sensação de segurança e de intervenção imediata diante de algum atentado ou mesmo na circulação de ameaças, precisam ser conhecidas e adaptadas em nível estadual e local. O que não pode ocorrer é que o assunto seja minimizado e sirva de justificativa para a não tomada imediata de providências.

Reconhecer a fragilidade do ambiente escolar e de programas que mesmo em outra direção tinham como meta lidar com comportamentos violentos nesses locais é um passo importante. Sabe-se que os ataques a professores e estudantes feitos por outros colegas de turma e ou por externos implicam em um outro problema com o qual o Brasil não lidava e que agora são registrados em maior escala e já não se pode mais recorrer a declarações do tipo trata-se de “caso isolado”. São casos que estão ocorrendo em diferentes cidades e têm na escola o endereço de realização.

Pensar a segurança na escola é para ontem e implementar medidas nessa área exige ao mesmo tempo experimentar, com responsabilidade e inteligência estratégica, as ações propostas. É preciso igualmente avaliar permanentemente o programa executado para saber qual é o grau de resposta que as iniciativas oferecem. Se há uma distância grande nos diálogos governamentais, esse tema chama para a aproximação dos gestores, no refinamento das conversas e avaliação do que estão projetando e realizando como item de segurança dentro da escola. É um problema que afeta a todos.