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A Crítica
Opinião

Segurança nas estradas

O número de acidentes subiu de 63.548, em 2020, para 64.441, no ano passado

Publicado em 18/05/2022 às 08h24
Segurança nas estradas
Foto: Agência Brasil

Infelizmente, 2021 foi marcado pela alta no número de acidentes e de mortes nas estradas federais. O número de acidentes subiu de 63.548, em 2020, para 64.441, no ano passado, interrompendo uma sequência de quedas nesses indicadores. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal e foram divulgados ontem, no Anuário 2021. Mais de 5,3 mil pessoas perderam a vida em decorrência dos acidentes em vias federais. As autoridades precisam analisar esses dados com critério para identificar os motivos que estão causando o aumento dos acidentes nas estradas. Apenas a partir da análise dos dados será possível desenvolver estratégias eficazes de combate à insegurança no tráfego.

A boa notícia é que o Amazonas registrou o menor número de óbitos em estradas federais no ano passado, com nove mortes. Há que se considerar, porém, o tamanho da malha federal no Estado, bem menor que a de outras unidades da federação. Sem mencionar que algumas das principais rodovias federais se encontram parcialmente intrafegáveis no Amazonas, como é o caso das rodovias BR-319 e Transamazônica, o que se reflete diretamente no volume do tráfego e também nos acidentes. Resultados semelhantes foram observados em Estados com malha rodoviária pouco extensa, como Acre e Amapá, que registraram 22 e 12 óbitos nas estradas respectivamente em 2021.

A meta deve ser mortes zero nas estradas e no trânsito urbano. A Campanha Maio Amarelo tem o objetivo de conscientizar os condutores sobre a importância de dirigir com responsabilidade e prudência. No Amazonas, o Detran está desenvolvendo ações educativas em escolas, empresas e repartições públicas desde o início do mês. A equipe de educação de trânsito vai realizar 43 ações com o intuito de conscientizar condutores e pedestres.

As ações de educação para o trânsito precisam começar cedo. As escolas podem desempenhar papel de relevo nesse cenário, desenvolvendo atividades que impactem positivamente os futuros condutores desde cedo. Mas são os pais os principais responsáveis por formar condutores responsáveis e conscientes. É no exemplo dos pais, em seu comportamento no trânsito que as crianças se espelham. A preocupação com a segurança no trânsito, seja nas cidades ou nas estradas, precisa ser permanente.