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A Crítica
Opinião

‘Só se for uma posição relevante’

Marcelo esclareceu que continuará com seu mandato concedido pelo povo amazonense até dia 31 de janeiro de 2023

Publicado em 03/11/2022 às 08h58
‘Só se for uma posição relevante’
Foto: Reprodução

Depois de publicar em suas  nas redes sociais que estava passando por um processo de mudança para São Paulo, o deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM), que não conseguiu ser reeleito neste pleito, afirmou à coluna que embora esteja com uma janela de oportunidade muito boa em São Paulo  para atuar na iniciativa privada, aceitaria um cargo no Governo Federal, na gestão do presidente eleito Lula, contanto que fosse uma posição relevante e não secundária. 

Brasília-São Paulo – Após a publicação, Marcelo esclareceu que continuará  com seu mandato concedido pelo povo amazonense até dia 31 de janeiro de 2023, quando inicia a próxima legislatura, e que irá para São Paulo uma ou duas vezes por mês enquanto isso.  

Coalizão –  Já o senador Omar Aziz, presidente estadual do partido de Marcelo e que também apoiou a eleição de Lula, já havia dito à coluna que o momento é de diálogo e não deixar que o resultado das urnas seja questionado, como aconteceu ontem, com as manifestações pelo Brasil.  

Sem convites – Omar  ligou para o presidente eleito  na última terça-feira para parabenizá-lo por sua vitória, e, segundo o próprio senador, “nenhum cargo e nem nomes foi discutido com o presidente Lula”.  Omar afirmou à coluna, ontem,  que este não é o momento de falar sobre cargos ou posições políticas. “Seria muita indelicadeza, principalmente pelo momento que o Brasil está vivendo, conversar sobre isso com o presidente eleito”. 

Barulho –  Moradores dos condomínios próximos ao Comando Militar da Amazônia (CMA) reclamaram, nas redes sociais, do barulho de fogos que, segundo eles, iniciaram antes do dia amanhecer. “Os manifestantes bolsonaristas não estão respeitando nem o dia dos mortos, e nem os vivos, com tanto barulho. Ninguém consegue dormir”, desabafou uma moradora  nas redes sociais. 

Prestigiado – O governador Wilson Lima (União) recebeu na última segunda-feira o presidente nacional do União Brasil e deputado federal, Luciano Bivar (PE), e o vice-presidente do partido, Antônio Rueda.  

Oposição? –  Nacionalmente, o ex-ministro da Educação e uma das principais lideranças do União Brasil, Mendonça Filho defende que o União Brasil faça oposição ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Devemos ter uma posição mais ideológica, nos firmar como oposição”, afirmou à Folha de S. Paulo.

Diálogo  – Segundo Mendonça Filho, as conversas estão acontecendo entre os integrantes da legenda desde o resultado da eleição, mas ainda não houve uma reunião oficial do comando.   

Divisão –  A sigla está dividida. Uma ala mais ligada ao presidente da legenda, Luciano Bivar, está mais tendente a integrar a base do futuro governo. No Amazonas, Wilson Lima apoiou Bolsonaro.

Motivação  –  O deputado federal Zé Ricardo (PT) visitou a  casa do senhor José Cláudio Pontes, no bairro da Paz, pintada com símbolo do PT e que foi atingida por rajadas de tiros, provavelmente de metralhadora, na madrugada de ontem. Segundo ele, há fortes indícios de motivação política.