Socorro aos mais necessitados
Diante dos problemas causados pela pandemia de covid-19 no Amazonas, e com a indefinição do governo federal a respeito da retomada do auxílio emergencial em nível nacional, a criação do equivalente estadual do benefício é um alento para 100 mil famílias amazonenses. São pessoas que vivem em extrema pobreza e ficaram sem qualquer oportunidade de renda com o endurecimento das necessárias medidas que restringem a circulação.
O valor de R$ 600, dividido em parcelas de R$ 200, pode parecer pouco, mas certamente será muito bem-vindo por aqueles que enfrentam necessidades e já não têm sequer o mínimo para se alimentar. O programa, anunciado ontem pelo governador Wilson Lima, traz diversos pontos positivos, como o fato de não ser necessário sair de casa para receber o “Cartão Auxílio Estadual” – que será entregue em cada residência a partir de segunda-feira. Também não será preciso sacar o dinheiro. Os cartões serão aceitos diretamente nos estabelecimentos como forma de pagamento, evitando as filas e aglomerações em agências bancárias que marcaram o auxílio federal. Também será mais fácil assegurar que os recursos sejam mesmo destinados a itens de primeira necessidade, como alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza.
O governo acerta ao adotar o Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) para selecionar as famílias mais vulneráveis que serão beneficiadas, imprimindo transparência ao programa que, é claro, deverá ser amplamente fiscalizado pelos órgãos competentes e também pela população.
Os efeitos da pandemia têm sido atrozes, sobretudo para os mais pobres. É evidente que o programa não resolve a difícil situação de todos os que precisam de apoio, mas ameniza o sofrimento de 100 mil famílias extremamente pobres. Considerando quatro membros por família atendida, o benefício deve chegar a pelo menos 400 mil pessoas no Estado. Trata-se de um apoio temporário, mas necessário para ajudar os que mais precisam a passar por esses dias dificílimos que estamos vivendo.
Porém, uma ação muito maior precisa partir do seio da própria sociedade. É o momento de praticar a solidariedade. Quem tem um pouco mais pode repartir com aquele que tem nada ou quase nada. A superação da crise passa pela união e pela empatia.