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A Crítica
Opinião

União contra a pandemia

Publicado em 13/03/2020 às 11h50 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h36
União contra a pandemia

Com certo atraso, tudo indica que a trégua entre o governo federal e a Congresso finalmente foi selada. Antes tarde do que nunca, percebeu-se que o momento não é para conflitos, pelo contrário, todos devem unir esforços para conter o avanço do coronavírus no País. A Nação precisa de medidas urgentes para que não se repita por aqui o cenário caótico que se instalou na Itália, onde mais de mil pessoas já foram vitimadas pela Covid-19. Após ter inicialmente menosprezado a gravidade do problema, o governo federal parece ter acordado, recomendou a suspensão das manifestações de rua que ocorreriam “espontaneamente” no próximo domingo,  e criou um comitê para monitorar a situação no País. 

Já temos mais de cem casos confirmados da doença, mas, por enquanto, nenhum óbito no Brasil. A letalidade do vírus poderá ser bastante reduzida por aqui se medidas adequadas de contenção forem tomadas, o que passa pela disseminação de informações corretas. Por incrível que pareça, ainda há quem prefira menosprezar a crise, citando o número de infectados, que consideram “baixo”. É exatamente para evitar números mais expressivos que providências urgentes precisam ser adotadas, não apenas pelo governo federal, mas também por toda a administração pública nos Estados e Municípios. 

Uma ampla campanha de informação deve ser levada a cabo para promover as práticas preventivas e evitar a disseminação de notícias falsas que apenas contribuem para o agravamento do problema.  

Por enquanto, os danos maiores são para a economia. Com o pânico que se instalou nos mercados, a turbulência no dólar e nos preços de commodities como o petróleo, além da falta de confiança por parte de investidores, devem ter reflexos negativos na economia do País ao longo deste ano. Um grupo foi criado pelo Ministério da Economia para avaliar tais impactos e propor ações mitigadoras. 

A crise do coronavírus é uma realidade e o País precisa estar unido para superá-la. As quedas de braço entre os Poderes da República têm que ficar para trás, assim como os arroubos egocêntricos dos ocupantes de altos cargos. Mais do que nunca, o momento é de  seriedade e união para evitar danos maiores à Nação.