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A Crítica
Opinião

Valorizando a educação

Publicado em 16/12/2021 às 13h22 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h08
Valorizando a educação

Servidores da Educação estão em festa no Amazonas com o anúncio do pagamento do maior abono da história do Fundeb para todos os profissionais da rede estadual de educação, em parcela única. Trata-se da injeção de R$ 482 milhões na economia do Estado, beneficiando diretamente quase 40 mil servidores públicos, notadamente os professores, uma das classes profissionais mais injustiçadas do País.

O aporte financeiro chega em momento oportuno, quando a economia se ressente dos efeitos da alta nos preços e nos juros, e do desemprego elevado, reprimindo o consumo e lançando dúvidas sobre a recuperação econômica. Essa injeção milionária de recursos contribuirá para dar fôlego ao comércio e também ao setor de serviços no Amazonas – que ainda lutam para se reerguer após as restrições impostas pela pandemia de covid-19 ao longo dos últimos dois anos – somando-se aos recursos oriundos do pagamento do 13° salário dos trabalhadores. Nesse sentido, a opção por usar o dinheiro do Fundeb para fazer transferência direta de renda por meio do abono aos servidores da Educação tem a dupla vantagem de ajudar a mover a roda da economia e de dar o merecido reconhecimento a esses profissionais.

O repasse do abono é um dos pleitos mais antigos de professores e demais trabalhadores da Educação, solenemente ignorado governo após governo. Houve, de fato, nos últimos anos, alguns repasses, porém, sempre aquém das expectativas dos servidores. O que acaba de ser anunciado é algo realmente histórico: no dia 23, os profissionais da Educação vão receber, em parcela única, o maior abono da história do Fundeb. Quem receber menos, ganhará mais de R$ 12 mil.

A decisão sobre a destinação dos recursos do Fundeb sempre foi política. A exigência legal é que a verba seja aplicada em educação, seja na construção de escolas, formação de educadores, compra de equipamentos e remuneração dos profissionais. Pela primeira vez, o foco foi o servidor, principalmente o professor. É um marco para o futuro e um exemplo para estados e prefeituras que podem homenagear os professores por meio do Fundeb, mas não o fazem por preferir outras aplicações.