Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

Vigilância necessária

Publicado em 16/03/2020 às 11h51 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h35
Vigilância necessária

Esta é uma segunda-feira diferente, como há muitos anos não se registrava. São inúmeras atividades suspensas e orientações para manter uma rotina igualmente diferenciada, com mais horas em casa que na rua ou nas aglomerações costumeiras do mundo atual. As decisões estão calcadas em protocolos internacionais e nacionais indicados por autoridades médicas como meio de criar barreiras preventivas ao aumento de casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavirus.

Em meio a tomada de decisão ganha importância a necessidade de esclarecimento a partir de canais confiáveis para que os diferentes segmentos da população possam saber, cada dia mais, o que fazer e como fazer enquanto durarem os prazos recomendados e, em alguns casos, determinados diante do avanço do vírus no mundo. A vida segue, apesar da doença e com a doença, e este seguir está, nesse momento, com uma série de interrogações que precisam ser gradativamente respondidas pelo sistema gestor do País, do Estado e do Município.

A outra questão posta, bastante comum em eventos como esse, é a dos grupos que mundialmente estão se beneficiando com o caso Covid-19. A economia mundial, já em conflitos profundos antes da explosão do novo coronavirus, nos embates EUA x China, e dos países produtores de petróleo, se organiza no novo cenário e estabelece elementos que até estão estavam invisíveis na disputa pela ampliação das fatias do controle do mundo. É nesse campo de manobras e ajustes, de permissões e de vetos, que determinados temas importantes são colocados de lado ou engavetados em nome do que se apresenta como prioridade. Um recurso perigoso para o qual a humanidade deve ficar atenta a partir dos lugares que residem.

Onde estão e o que está sendo feito dos imigrantes que rumaram para a Europa ou os Estados Unidos? Como estão os milhares amontados em áreas fechadas dos países? É um dos temas que deixou de ocupar o noticiário. Outros, em nível interno, como as investigações de crimes de conotação política que os processos são arrastados e o silêncio é apresentado como tática de esquecimento para evitar principalmente questionamentos sobre o paradeiro de figuras com conexão nesses crimes. O esforço para erguer uma estrutura preventiva ao novo vírus tem que seguir pari passu com a vigilância sobre personalidades políticas dos três poderes para garantir que o problema não seja usado em nome das trapaças.

*Foto: BancáriosSP/Divulgação