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A Crítica
Opinião

Violência nas estradas desafia governos e cidadãos

O Brasil é um dos que lidera a lista de países com mais mortes por esse tipo de acidente, foram 36.403 vítimas fatais no ano passado, aumento de 4,4% em relação a ano de 2023 que somou 34.881 óbitos.

Publicado em 18/11/2025 às 08h54
Violência nas estradas desafia governos e cidadãos
Foto: Divulgação

Os acidentes rodoviários permanecem como principal causa de morte entre crianças e jovens entre os 5 e os 29 anos. São 1,2 milhão de vítimas fatais e 50 milhões de feridos todos os anos, de acordo com dados divulgados pela organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil é um dos que lidera a lista de países com mais mortes por esse tipo de acidente, foram 36.403 vítimas fatais no ano passado, aumento de 4,4% em relação a ano de 2023 que somou 34.881 óbitos.

Para a ONU, o impacto atinge de maneira desproporcional países de baixo e médio rendimentos e grupos vulneráveis como pedestres, ciclistas e motociclistas. No dia 16, quando é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes nas Estradas, o secretário-geral da ONU, António Guterres chamou atenção para o peso crescente da violência nas estradas e destacou a responsabilidade coletiva em travar “essa epidemia silenciosa”.

A presidência da ONU lembra que existem soluções ao alcance dos governos, desde a melhoria das infraestruturas e legislação à aplicação rigorosa das normas de segurança e à partilha de boas práticas entre países. As Convenções da ONU sobre Segurança Rodoviária, o Fundo da ONU sobre o tema e o trabalho do Enviado Especial para a Segurança Rodoviária ajudaram 94 países a salvar vidas, pontou Guterres.

A Agenda 2030, da ONU nesse segmento está marcada, globalmente, pela insuficiência, informa a agência. O terceiro domingo de novembro é dedicado ao dia da memória e tornou-se, desde 2005, um momento de mobilização global sobre essa pauta.

A data objetiva recordar as vítimas fatais e feridas nas estradas e apoiar as famílias; reconhecer o trabalho das equipes de emergência que respondem diariamente a acidentes; chamar atenção para a resposta legal muitas vezes insuficiente perante mortes evitáveis; defender melhores serviços de apoio às vítimas; promover ações baseadas em evidências que impeçam novas tragédias.

A violência rodoviária representa custos emocionais, sociais e econômicos profundos. Para a ONU, cada acidente evitado representa vidas e futuros preservados. Por meio da resolução nº A/RES/74/299, a Assembleia Geral estabeleceu a Década de Ação para a Segurança Rodoviária 2021-2030. Faltam cinco anos e as respostas dadas são consideradas tímidas e se constitui um desafio para ser parcialmente alcançada.