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A Crítica
Parintins

Babá Tupinambá, o ‘Menino Maluquinho’ do Boi Caprichoso

Considerado um dirigente condutor de pulso firme, mas de mão amiga, ele foi questionado por implantar uma mudança geral na associação folclórica

Publicado em 24/06/2019 às 19h37 · Atualizado em 11/03/2022 às 10h59
Babá Tupinambá, o ‘Menino Maluquinho’ do Boi Caprichoso
Foto: Babá Tupinambá, presidente do Caprichoso (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Desde 2017 no comando do Boi-Bumbá Caprichoso, o presidente José Tupinambá Ribeiro Pontes, o Babá Tupinambá, 49, é elétrico, como se estivesse “ligado nos 220 volts” o tempo todo. Considerado um dirigente condutor de pulso firme, mas de mão amiga por quem está no dia a dia com ele, foi questionado por implantar uma mudança geral na associação folclórica, renovando o boi com nomes como o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, e resgatando peças como os compositores Ronaldo Barbosa e Simão Assayag.

O resultado foi a retomada da estima azulada, um bicampeonato conquistado de forma primorosa e inédita (pois nunca um presidente recém-eleito havia conquistado um Festival pelo Caprichoso) e um cada vez mais possível tricampeonato com o tema “Um Canto de Esperança para Matria Brasilis”.

Nessa brincadeira de boi já são 26 anos de Caprichoso, onde ele fez de tudo um pouco – de coordenador da Marujada a diretor de eventos no Curral Zeca Xibelão, compositor, fiscal e colaborador do Conselho de Arte, entre outros cargos. Antes, era um torcedor apaixonado de arquibancada, até que, após ver uma alegoria da associação folclórica ter problemas no portão de entrada do Bumbódromo, decidiu ajudar a empurrá-la. Começava, alí, um caminho sem volta marcado por conquistas, vitórias e, claro, também, por casos como a perda de um imóvel avaliado em quase R$ 600 mil dado como garantia de uma dívida do boi.

“Sempre digo que não sou melhor do que ninguém: é a forma de administrar que é diferente. Quando entramos fomos bastante criticados por fazer várias mudanças, unindo a experiência com os mais novos. Não somos perfeitos, mas eu cobro, visto a camisa e incorporo mesmo o personagem”,disse ele, que está em seu último ano de mandato, mas que pode pintar em uma provável chapa de vice.

Por falar em personagem, ele recebeu o apelido de “Menino Maluquinho” o que lhe rendeu um presente do próprio autor do ícone das HQs – Ziraldo – que lhe enviou um boneco que é sensação por onde o presidente anda.

“Já são 23 anos que a nação azulada espera esse tri. E mão queremos perdê-lo para o contrário”, afirmou o folclórico dirigente azul e branco.